Pequenos prazeres


Wakey! Wakey! - Dance so Good.

Eu nem sou picuinhas, mas...


Cherry – S., porque é que estás sempre a coçar-me?

S.(Com um ar um tanto ou quanto lunático) Ahhh, tenho estado a coçar-te? Assim faz muito mais sentido. (Pausa para gargalhada) É por isso que a comichão que tenho no ombro não me passa!

É o que dá fazer viagens com o carro cheio, vai tudo apertadinho e os braços confundem-se. Perfeitamente natural.

Vais passar a vida a fazer cócórócócó?


É tão fácil dizer que não conseguimos que deveria ser proibido. Estamos habituados ao fácil. Demasiado. Não aguentamos o suor, ou a crítica, mas somos capazes de passar a vida a recriminarmo-nos. Como é que é possível que tenhamos atingido um ponto em que nos transformámos em seres que mais facilmente se desgostam e desgastam do que fazem alguma coisa para o mudar? O urso tem fome, levanta-se, anda, aguarda e caça. O tigre corre. O tubarão nada. Nós entramos para o carro e deixamos que nos leve até ao supermercado. E ai de alguém que nos diga para fazer o contrário - "Não é cómodo", "Não é fácil".

É tão complicado acreditar que somos capazes de algo que deveríamos ficar com marcas físicas por cada vez que não pensamos ser possível, para que nos lembremos, para que saibamos exactamente a quantidade de vezes que dizemos que "não". E no fundo não é realmente fácil. E aparentemente não somos de facto capazes. Todavia, somos muito mais do que isso. Somos o único ser que não precisa de um igual ou superior para cair: fazemo-lo sozinhos. Somos os únicos a olhar-nos ao espelho e a ter dias em que não gostamos do que vemos - qualquer outro ficaria maravilhado pela existência de um reflexo. Somos aqueles que nos esquecemos das coisas pequenas, das coisas boas. Somos quem sem esqueceu que com tantas especificidades somos uma máquima muito mais complexa do que qualquer outra. Somos uma pequena obra que devemos honrar. Porque quando não é assim, quando preferimos optar pelo que de negativo nos caracteriza, não estamos por cá a fazer nada, porque nada vamos mudar. Nem em nós, nem no mundo.

Temos significado quando deixamos marca. Caso contrário, mais valia ter nascido galinha.


*O mais engraçado é que interrompo este post para ir ter com alguém que, a meio de uma conversa totalmente diferente, chega à conclusão de que somos um povo com um enorme pessimismo crónico. E esta, hein?

Porque nem só de mulheres é feito o mundo...

...e a pedido de algumas famílias, aqui vai*:





Nina Dobrev e Katerina Graham. Escandalosamente giras.

                                                                                                                                                                 *na sequência do post anterior.

Bons motivos para seguir a série*

                                                                                      Ian Somerhalder

                                                        Paul Wesley e Ian Somerhalder

                                                                                                    Ian Somerhalder


Ups. Ian três vezes. Como é que ele veio aqui parar?

*The Vampire Diaries

The Vampire Diaries



Nova temporada a 9/Setembro. Estou a contar os dias.

"Quanto mais crescem, pior ficam"**


Estou perdida de amores por uma consola, dois microfones e um jogo em que se canta. Faltam duas horas para a partida e já estou em pulgas para chegar ao Algarve, subir as escadas a correr, entrar em casa e anunciar a duas crianças de 13 anos e a outra de 19 que venho rodeada de singstars. Tenho medo dos vizinhos que já olham para nós de cara feia há sabe-se lá quantos anos. Somos uma família barulhenta, pronto. Qualquer coisa vou lá a baixo e convido-os para um dueto.

É que aqui a criança maior está que parece que é Natal.

Juntem-lhe uma espreguiçadeira à beira de uma piscina, uma praia a dois passos e um tempo maravilhoso. 

Três vivas ao Verão.

E agora mais três aos fins-de-semana.

Can I go now?

*Não, desta vez não são os homens.
*by mãe

E quem te disse que a vida era justa?


Não há depilação às pernas, por baixo dos braços ou às virilhas. Não arranjam as sobrancelhas. Não passam pela cara base, rímel ou baton hidratante de manhã. Não têm o perído, bónus triplo: sem dores, sem barriga inchada e sem desconforto. Não precisam usar saltos altos para nos chegar ao queixo. Não precisam de usar saltos altos - ponto. Não sabem o que é enfiar-se num vestido justo. Só têm que comprar a parte de baixo para ir à praia. Arrotam, soltam gazes e ainda se riem. Uma mulher com barriga está a caminhar para cachalote. Um homem com barriga 'é da cerveja'. Não têm de pintar o cabelo. Nunca estão indecisos com a cor de verniz para as unhas - não pintam. Não tiram o verniz, não entornam acetona. Não esticam o cabelo. Um homem com olheiras está cansado. Uma mulher com olheiras está feia.

Não têm de ouvir piropos sempre que estão à beira de uma estrada. As mulheres não param para lhes apitar e/ou fazer sentir desconfortáveis. Não se sentem mal porque as pontas estão espigadas. Nunca dizem "tenho as pontas espigadas". Acham-se os maiores por saber desapertar um soutien, mas voltar a pô-lo no sítio é uma incógnita. Não têm que usar soutiens. Não têm maminhas, nem têm que se preocupar com decotes. Não sabem o que é ter que subir um lanço de escadas de saia e ter que se preocupar com as pessoas que estão por baixo. Um homem a cheirar a suor é macho - porco, mas macho. Uma mulher a cheirar a suor é só porca.

E a velha máxima: um homem que já deu beijinhos a várias mulheres é engatatão. É o maior. Uma mulher que já deu beijinhos a vários homens é melhor começar a fechar a boca: não conta, não comenta e não repete.

"Parecem galinhas quando se juntam"

                                                   Leighton Meester and Blake Lively

Há poucas coisas que unem de forma tão consiste um grupo de mulheres que mal se conhecem como um conjunto de ódios comuns. Se for por outra mulher, alheia ao grupo e quase sempre pirosa, melhor ainda. É-nos natural.  Fugir a isso é quase o mesmo que deixar de falar do tempo no elevador, quando há vários andares para descer e a pessoa que está connosco é, não só um perfeito estranho, mas pior: um perfeito estranho com que nos cruzamos diariamente. Estado do tempo e crítica feminina só não são comparáveis pelos diferentes níveis de prazer que proporcionam. Sabemos que dizer que o céu estará mais nublado a litoral, com pequenas ocorrências de precipitação, não nos irá fazer vibrar da mesma forma do que comentar a má escolha dos sapatos desta ou daquela.

Ao contrário da crença popular [masculina] não somos más línguas. A crítica negativa, pura e dura, sem qualquer ambição de evolução para a pessoa/ objecto escolhido, é uma arte que se aperfeiçoa ao longo dos anos. Há quem nasça com um dom natural - há que ter cuidado com essas, a não ser sejamos uma - todavia, todas as outras vão aprendo, de forma mais ou menos lenta, como se faz. É por isso que, mais tarde, quando realmente queremos, conseguimos ser verdadeiramente más umas para as outras. Estamos treinadas. Duas mulheres podem ser tão amigas quanto dois homens. Mas dois homens são-nos com muito mais facilidade.

Contudo, nesta actividade lúdico-catártica de que falo, criticar nada tem a ver com deitar alguém abaixo - excepto, claro, se esse alguém for um ser que tenha tanto de detestável quanto irritante: aí é inevitável. Porém, regra geral, é muito mais do que isso. É descobrir que embora não gostemos das mesmas calças, não conseguimos suportar o mesmo tipo de camisolas. É perceber, só por um olhar, que ela, ela e até ela, concordam que a ela número 4 tem um decote demasiado comprido, ou uma saia demasiado curta. É conseguir quebrar completamente toda uma rotina, parar o trabalho e formar uma plateia animada em frente a um computador, só porque nos interessa espreitar os vestidos que outras usaram aqui e ali. A receita é simples e os ingredientes apenas passam por uma dose de sarcasmo na mesma quantidade do que alguma maldade. Junta-se tudo e mexe-se com muito humor (abusar nas gramas). Sucesso garantido. Não é assim tão diferente de uma boa gargalhada quando alguém cai em público. Até podemos preocupar-nos depois, mas o primeiro instinto é rir, rir muito.

Convenhamos: as figuras públicas são alvos fáceis e, quase sempre, conseguem garantir a diversão. Não quer dizer que lhes desejemos mal, nem sequer que já não tenhamos vestido pior, que já não não nos tenhamos descontrolado da mesma maneira ou que já não tenhamos caído na mesma cantiga de um qualquer galã-que-se-veio-a-revelar-um-traste. É apenas um fenómeno sociológico. Um ponto comum, uma bóia à qual diferentes mulheres se podem agarrar, ainda que não sejam as melhores amigas, apenas conhecidas. Enquanto lá se está, aproveita-se para se ocupar o tempo, com isto, aquilo e aqueloutro. Preencher tempo com tempo é que não. O tempo [meteorologia] é para quem não tem nada que fazer da vida.

Se for eu a perguntar vale 2 pontos. Não me contes o fim antes do tempo



                                                                                    Angelina Jolie

Não é preciso conhecer os porquês para querer as respostas. Nem sequer é preciso que os haja. Sei tudo quanto sei, e sei que tantas são as vezes em pouco mais de ti quero saber. Não agora, não já: vem devagarinho que temos tempo. Sei que quando quero, procuro; mesmo que não exista o que procurar. Sei que quando quero, descubro e deixo-me cair lentamente, como se de um sonho se tratasse. Deixo que me maravilhe com o que sempre esteve ali, à vista de todos; com o que sempre me disseram que estava ali, mas que eu nunca vi. Deixo-me ir e percebo que tudo assim é mais fácil.

Não é preciso conhecer os porquês para querer as respostas, como não é preciso saber mais para mais querer. E, no entanto, quanto mais se sabe, quanto mais se descobre, sem se saber, sem se tentar; melhor nos sabe. Sabe-nos, assim, às flores amarelas que crescem nas relvas no início da primavera.

Que fique a dúvida por aí, por longe. Prefiro a curiosidade.

what's for dinner?

                                                                    Jessica Szohr


Mesa para dois? Nem pouco mais ou menos: sofá para uma, que é para poder esticar bem as pernas e ver o que quiser na televisão. Vá, no computador; para o efeito não interessa. Eis os protagonistas de uma refeição bem passada:
  • Frango grelhado desfiado. Temperar com muito limão, louro, pimenta preta e algum carinho;
  • Meio pepino cortado em rodelas e depois em quartos;
  • Uma cebola, bem picadinha;
  • Feijão verde cozido e devidamente fresco (pelo menos uma hora de frigorífico);
  • Cubinhos de queijo feta, a perdição.
O truque é temperar com mais vinagre do que azeite (meia colher de sopa do último, e basta). Mais limão em cima., tanto quanto se quiser. Mangericão e orégãos. Misturar tudo muito bem e verter sobre o restante.

 
Cai que nem ginjas. E sabe a Verão.

Oito horas e vinte e um minutos

                                                                                                                               Nina Dobrev

Gostava que nem tudo mudasse tão de repente. Que o tempo continuasse a passar, mas que se permanecesse igual. Não nós, não o nosso aspecto ou forma de pensar, mas aquilo que sentimos naquela altura. Gostava que ficasse. Gostava que pudesse ficar. É como quando estamos deitados ou sentados naquela posição perfeita, naquele ângulo que encaixa perfeitamente na cama, cadeira ou sofá. Por muito que escureça lá fora, que este ou aquele gritem e que o mundo desabe, não nos vai apetecer levantar. É assim mais ou menos como um bom abraço. Daqueles fortes. Daqueles que ficam. Gostava que pudessem ficar.

Gostava de trazer comigo o cheiro a praia, e de fechar os olhos para poder ver aquele pôr-do-sol. Queria ficar quieta e voltar a ouvir as nossas gargalhadas, quando estamos todos juntos, a divertir-nos como se não houvesse amanhã. Queria poder trazer no bolso um bocadinho de ti, e de ti, e até de ti, e de todos aqueles momentos que passámos aqui e lá, de todos aqueles em que fomos felizes e despreocupados.

Queria as músicas no Inverno, quando a chuva caía e nós ficávamos dentro do carro. Queria os ralhares das professoras porque sabia que não me eram dirigidos. Queria voltar a sentir que o pouco é enorme, e que vale tanto. Queria aquela liberdade que eu achava livre. Gostava de poder sair da escola e comprar comida no café da esquina, porque me fazia sentir grande. Vibrava com as mãos no primeiro volante, porque me levava àquelas tardes de fantasia, em que podia ser eu, vocês; eu e elas ou eu e um ele, sem pais atrás, sem permissões ou horários.

Gostava de trazer aquela madrugada, aquela passada a conversar contigo, que eu via como o meu modelo de vida, porque eras mais velha, falavas bem e usavas roupas giras. Mas, principalmente, porque mais três anos não existiam quando as dúvidas e queixas sobre os rapazes eram as mesmas. Ou a outra, a outra noite passada em branco, contigo que ficaste ao meu lado, quase em silêncio e a dizer tanto, enquanto o sol nascia.

Queria o olhar de despedida, sem a lágrima que se vê, e com o coração que chora. Queria o olhar do regresso, que vi em ti, e em ti e até em ti. Queria poder trazer o medo do desconhecido de volta, e a certeza do novo depois. Queria poder fazer o relógio parar, sem que os ponteiros parassem.

E com tanto querer, tudo quis e tive. Agora mesmo. Assim.

I can't wait for the weekend to begin


Lisboa Oriente - Albufeira.

Partida: 18.40h

Bom fim-de-semana.

(ainda) Há diferenças entre futilidades e parvoíces


Todos os dias leio notícias estranhas. Todos os dias, e em meios generalistas. Ora são presidiários de Sintra em greve de fome porque querem uma Playstation 2, ora polícias que atacam violentamente um carro porque o condutor não usava cinto. Isto, claro, sem esquecer a descoberta de nova forma de consumir droga – através da música (como se precisássemos de mais).

Pois eu, que acho tão bem que se escreva e que se diversifiquem os temas, que sou totalmente a favor de uma notícia mais soft e das próprias publicações – porque é que havemos de saber apenas o que se passa ao nível da justiça, violência e mercado? – não compreendo certos e determinados conteúdos. Ontem, no site da Sábado, que parece determinada em substituir o “24 Horas”, estava um vídeo sobre “A Dança dos Pénis partidos”. Pelos vistos, prática corrente, ainda que proibida, na Jamaica. É o tipo de peça que não informa, entretém. Eu que o diga, que aqui no escritório, enquanto Agosto passa e o mundo pára, não há muitas formas tão eficazes de acelerar o relógio até à hora de saída como consultar e descobrir estas pérolas. Mas é o tipo de coisa que suscita um “Ah!”, às vezes um ou outro comentário, e morre. E o tempo volta a passar devagar. Há dias em que temos a sorte de encontrar umas atrás das outras; outros nem por isso.

Posto isto, pergunto-me: se um dos critérios noticiosos é o interesse, e se este interesse é tão breve quanto o cair de uma gota água, será que alguma vez estivemos realmente interessados? Se nos surpreende e/ou incomoda? Com toda a certeza. Se nos intriga e nos deixa com a pulga atrás da orelha? Não me parece. Lembro-me muito mal de uma ou outra vez em que quis saber mais sobre isto ou aquilo. Não aconteceu com os polícias agressores, com os prisioneiros inconformados ou com os pénis danificados. Talvez com as músicas que dizem provocar os mesmos efeitos que as drogas mais conhecidas. Talvez. O cerne é que estamos para aqui a confundir tudo, porque se fala de interesse e critérios noticiosos quando a notícia passou a entreter em primeiro lugar, e a informar em segundo. Estas, pelo menos. Passou o tempo de julgar pela mesma pauta produtos que nasceram pela mesma raiz, porque é isto, e apenas isto, que de comum lhes resta. É como quando se acha que os gémeos se devem vestir de igual para toda a vida, só porque nasceram no mesmo dia. Está mal.

Eu, que ainda nada sei, votaria numa mescla bem constituída de entretenimento com interesse. Há disso por aí sim, que já eu já vi, com estes olhos que a terra há-de comer. Mas isso sou só eu.

O que vale é que tudo se inverte...mais tarde, ou mais cedo


                                    Taylor Jacobson e Brad Goreski

É fácil perceber quando passamos das marcas. Há sempre um olhar, um comentário, um desvio/abanar de cabeça ou até aquele sentimento se de ter passado das marcas. Depois, e muitas vezes em alternativa, vem  o silêncio, daquele que nos incomoda porque só serve para ouvir os nossos pensamentos. E pronto, é assim que, sem saber bem como, de quem quer castigar passamos a castigados.

O que vale é que tudo se inverte...mais tarde, ou mais cedo.

Às vezes, no silêncio da noite...

                                                             Caetano Veloso - Sozinho

Sou o mais velho dos três porquinhos



Não creio ser capaz de viver sozinha. Estou demasiado habituada a uma família barulhenta, a gritos, música e a dois irmãos que tão depressa parecem ter nascido para se matarem um ao outro, como para se unirem e azucrinarem a cabeça de todos cá por casa. Já não sei deitar-me sem ter que me chatear para que se calem e eu possa dormir. Não conheço dessas vidas tranquilas, sem sons; e começo a achar que não iria gostar.

Fico sozinha uma vez por outra, umas tardes, umas noites, uns dias. Não morro, mas não gosto. Aliás, detesto. Sinto que o tempo cresce e que nunca mais passa e vejo-me obrigada a preenchê-lo com tudo e mais alguma coisa; como se parar fosse ficar num enorme e desconfortável vazio. E custa-me deitar, custa-me fechar os olhos quando já tudo está escuro, quando não vejo as luzes dos candeeiros ao fundo, quando sei que não está cá ninguém para as ligar.

É claro que ter uma imaginação extremamente fértil não é, de todo, uma ajuda. Ora são ladrões, ora acidentes iminentes. Vejo de tudo, fantasio com tudo e acredito em tudo. Pior: quanto mais penso, mais acho ser possível que aconteça. Ainda por cima, não foi há muito tempo que estive numa loja aqui perto, na qual se comentava a vaga de assaltos que de há uns dois anos para cá assolou a minha rua. A minha rua, a minha rua pacata; a mesma rua onde eu vivo há anos, a rua onde eu durmo com as chaves do lado de fora da porta, de todas as vezes que o meu pai delas se esquece. Uma rua em que vivem mais três tias, três tios, duas primas e vizinhos que me conhecem desde sempre. A rua em que eu nunca dei por assalto nenhum. Ainda assim, detesto. As portas vivem trancadas e as janelas fechadas de tal maneira que até custam a abrir. Se tiver distraída, a coisa passa e até se faz bem. Mas se paro, por um segundo que seja, para tomar consciência de que está tudo bem, logo penso: "bem demais...poderia acontecer isto, e aquilo". Sou como que uma hipocondríaca; tirem as doenças e preencham com o caos iminente.

Quero ter a minha própria casa, cada vez mais. O meu espaço, com os meus pratos, os meus talheres, as minhas toalhas, colchas e sofás. O meu sítio. Mas sei também que não sou pessoa que aprecie o isolamento, ou a solidão. Tenho os meus momentos, como todos; só não sinto grande necessidade de os prolongar. Vejo-me bem mais a viver com uma amiga ou, quem sabe, num futuro mais distante, com um alguém especial. Sozinha? Dificilmente. Iria enfiar gente lá em casa todos os dias, nem que fosse para ver um filme acompanhada. É que às vezes não é uma questão de quantidade. Às vezes, na maioria delas até, basta que se ouça som, daquele que não sai da televisão. A ausência, a mim, custa à brava; seja de voz, gente ou até de luz (excepto, claro, quando quero dormir).

Há pessoas que nasceram para ser assim, e outras para ser assado. Não há nada a fazer. Se viveria sozinha? Claro. Se iria apreciar? Provavelmente não. Há muito mais entre o ser-se independente e o não se querer bater as asas para sair do ninho do que se imagina. Quero sair - ainda que o meu pai tenha uma ameaça de enfarte sempre que se toque no assunto - mas vou fazê-lo com muitas certezas e, sobretudo, com alguma segurança. É que sair para voltar não faz parte dos meus dicionários.

Sou o mais velho dos três porquinhos e estou habituada a ter os outros dois por perto. E aos pais porquinhos, também. Para já, vivemos todos juntos, na casa de tijolo.

Às vezes, tudo o que é preciso são umas gramas de paciência. Ou, vá, um dicionário!

Não cheguei a tempo...de novo!

                                                                          Taylor Jacobson

Já só estou a apanhar o Projecto Moda no fim, logo hoje que o Ricardo Araújo Pereira está por lá a mandar bitaites. Ligo a TV, sintonizo o canal e vejo um vestido feito com colheres. Confesso que estou confusa. Lá terei que recorrer ao blog do programa para me pôr a par do episódio completo. Há por aí alguéma ver que me possa dizer se vale a pena?

Estou com um sono que só me apetece hibernar até ao final do mês.

Eu nem gosto de números pares, mas Agosto...


Agosto vem cheio de coisas boas, e a primeira de todas elas é o aniversário da avó. Para a semana, prima e tio. Pelo meio, ida em modo flash ao Algarve. Que o mês 8 contínue a exemplificar o bom discernimento do Pedrito* com este tempo maravilhoso e que, já agora, me arranje uns diazinhos de férias para que o possa gozar em pleno. Caso contrário, terei que ajustar contas com Setembro.

*S.Pedro
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