Quarta-feira, Janeiro 25
Terça-feira, Janeiro 24
Eu cá não vou em cantigas
O dia não tem 24horas? Não mas continuam a dar, mesmo em tempo de contenção de custos? Enquanto não pagarem imposto, vou aproveitá-las como puder.
Foi mais ou menos este o pensamento infeliz que tive esta semana. Não estava, claro, à espera que sair de casa às 5h30 para regressar 17 horas depois fosse apenas comparável com passar o dia a correr atrás de um cão, numa praia. Não que eu alguma vez o tenha feito, mas consigo imaginar a dificuldade da areia e do animal, e da embrulhada que seria. Amanhã lá saio de novo ainda o sol não pensa em nascer. Para o regresso, porém, prevê-se um voo antecipado.
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Fragmentos
Segunda-feira, Janeiro 23
Ainda estou por descobrir como é que vou fazer a tese este ano
Aos poucos e poucos, porém, começo a organizar-me. E por muito que eu seja a pessoa mais desarrumada do mundo, sempre achei que colocar as coisas nos sítios certos era a chave para um caminho de sucesso. O meu quarto pode estar um caos, mas há que ter um dossier com índice, divisões por capítulos, quadros de planeamento de fases e tantos sublinhados que os textos mais parecem um arco-íris. O mais difícil sempre foi pensar na estrutura, definir tudo ponto por ponto, e mentalizar-me que assim o iria fazer. Porque depois, bem, depois é "só" escrever, e aí a praia é a minha. Falta um resumo passado a computador no fim de cada texto e uma dose gigantesca de paciência para isto. É que às vezes não é só gostar, não é só ter muita vontade de fazer e querer fazê-lo. É preciso ter dedicação, coragem e cabeça para chegar a casa às dez da noite e não ceder ao comando da televisão (coisa que, obviamente, nem sempre tenho feito). Imagino que seja assim, mais ou menos como um casamento: não apetece todos os dias, mas já que nos metemos nisto com coração, vamos até ao fim.
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A vida é uma selva
Domingo, Janeiro 22
No pain, no gain
Gosto mesmo muito de saldos. Regra geral, mesmo ao longo do ano, fico feliz é quando trago para casa verdadeiros achados a preços que ninguém acharia ser possíveis. Gatafunho nas lojas, espreito tudo, comparo as mesmas marcas em diferentes espaços e uso e abuso do melhor que o comércio de rua tem para oferecer. É incrível como se encontram coisas realmente semelhantes e, por vezes, de qualidade superior, muito mais baratas por não possuírem o mesmo nome na etiqueta. É claro que compras assim ocorrem 1 em cada 1000 vezes, mas é exactamente por isso que sabem tão bem. Misturar o novo com o usado, o de hoje com o que já tem alguns anos e aquele elemento especial, que nos custou o olhos da cara, com a peça em promoção, é aquilo que permite a existência de combinações simplesmente perfeitas.
Por essas e por outras, gosto ainda mais dos segundos saldos, moda dos últimos tempos, atrás da crise e mesmo rente aos preços mínimos para a subsistência dos espaços. É claro que que sim, que é muito mais complicado arranjar algo, que já está tudo escolhido, que as pessoas parecem loucas e que o que sobra serve a duas e três de nós ao mesmo tempo. A paciência, contudo, é a moeda de troca que mais falta faz na carteira nesses dias, e aquela que melhores compras permite. E digam o que disserem: só apanha a correria, loucura e desarrumação quem quer. Estar à porta do centro comercial logo às 10 da manhã pode não ser a melhor opção para um sábado, ou sair do trabalho e passar por lá, mesmo à hora de jantar, é coisa que não apetece a todos. Mas a verdade é só uma: eu nunca ando aos encontrões, chego à caixa e tenho no máximo uma pessoa à frente para pagar, experimento sem confusões e se não há o meu tamanho, quem me está a atender consegue perfeitamente tentar ajudar, porque não tem mais duzentos pedidos iguais.
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É tudo uma questão de atitude
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