Terça-feira, Janeiro 24

Eu cá não vou em cantigas


O dia não tem 24horas? Não mas continuam a dar, mesmo em tempo de contenção de custos? Enquanto não pagarem imposto, vou aproveitá-las como puder.

Foi mais ou menos este o pensamento infeliz que tive esta semana. Não estava, claro, à espera que sair de casa às 5h30 para regressar 17 horas depois fosse apenas comparável com passar o dia a correr atrás de um cão, numa praia. Não que eu alguma vez o tenha feito, mas consigo imaginar a dificuldade da areia e do animal, e da embrulhada que seria. Amanhã lá saio de novo ainda o sol não pensa em nascer. Para o regresso, porém, prevê-se um voo antecipado. 

Spinning, 7h20

Segunda-feira, Janeiro 23

Ainda estou por descobrir como é que vou fazer a tese este ano


Aos poucos e poucos, porém, começo a organizar-me. E por muito que eu seja a pessoa mais desarrumada do mundo, sempre achei que colocar as coisas nos sítios certos era a chave para um caminho de sucesso. O meu quarto pode estar um caos, mas há que ter um dossier com índice, divisões por capítulos, quadros de planeamento de fases e tantos sublinhados que os textos mais parecem um arco-íris. O mais difícil sempre foi pensar na estrutura, definir tudo ponto por ponto, e mentalizar-me que assim o iria fazer. Porque depois, bem, depois é "só" escrever, e aí a praia é a minha. Falta um resumo passado a computador no fim de cada texto e uma dose gigantesca de paciência para isto. É que às vezes não é só gostar, não é só ter muita vontade de fazer e querer fazê-lo. É preciso ter dedicação, coragem e cabeça para chegar a casa às dez da noite e não ceder ao comando da televisão (coisa que, obviamente, nem sempre tenho feito). Imagino que seja assim, mais ou menos como um casamento: não apetece todos os dias, mas já que nos metemos nisto com coração, vamos até ao fim.

Domingo, Janeiro 22

No pain, no gain



Gosto mesmo muito de saldos. Regra geral, mesmo ao longo do ano, fico feliz é quando trago para casa verdadeiros achados a preços que ninguém acharia ser possíveis. Gatafunho nas lojas, espreito tudo, comparo as mesmas marcas em diferentes espaços e uso e abuso do melhor que o comércio de rua tem para oferecer. É incrível como se encontram coisas realmente semelhantes e, por vezes, de qualidade superior, muito mais baratas por não possuírem o mesmo nome na etiqueta. É claro que compras assim ocorrem 1 em cada 1000 vezes, mas é exactamente por isso que sabem tão bem. Misturar o novo com o usado, o de hoje com o que já tem alguns anos e aquele elemento especial, que nos custou o olhos da cara, com a peça em promoção, é aquilo que permite a existência de combinações simplesmente perfeitas.

Por essas e por outras, gosto ainda mais dos segundos saldos, moda dos últimos tempos, atrás da crise e mesmo rente aos preços mínimos para a subsistência dos espaços. É claro que que sim, que é muito mais complicado arranjar algo, que já está tudo escolhido, que as pessoas parecem loucas e que o que sobra serve a duas e três de nós ao mesmo tempo. A paciência, contudo, é a moeda de troca que mais falta faz na carteira nesses dias, e aquela que melhores compras permite. E digam o que disserem: só apanha a correria, loucura e desarrumação quem quer. Estar à porta do centro comercial logo às 10 da manhã pode não ser a melhor opção para um sábado, ou sair do trabalho e passar por lá, mesmo à hora de jantar, é coisa que não apetece a todos. Mas a verdade é só uma: eu nunca ando aos encontrões, chego à caixa e tenho no máximo uma pessoa à frente para pagar, experimento sem confusões e se não há o meu tamanho, quem me está a atender consegue perfeitamente tentar ajudar, porque não tem mais duzentos pedidos iguais.