Daquelas dores de cabeça que só de virarmos o pescoço nos fazem sentir que estamos a morrer


Este Inverno [e este bando de malucos que insiste em rodear-me] não me faz bem.

Pensamento do dia


Amanhã é feriado, did you know that?

Dezembro é tempo de paz, amor, alegria e terapia.

Cá em casa as contas fazem-se assim

                                                                                        Leighton Meester

Orçamento de Estado [de vida] definido - tão apertado quanto o do Governo, a diferença é que só mexe com o meu dinheiro. Poupança estabelecida, gastos controlados e prioridades decididas. Prendas de Natal escolhidas: as minhas para mim, e as minhas para os outros.

Neste momento, é ofical: sobra dinheiro -pouco, mas sobra - para gastar em porcarias cor-de-rosa, que é como quem diz, em coisas que eu não preciso para nada, mas que me são tão essenciais desde que as vi nas montras quanto o ar que respiro.

Em stand-by: tempo para tratar de tudo.

E por falar em Natal e em coisas boas

A tia das mãos de ouro e do olho treinado deu asas ao projecto dona maria e abriu a sua primeira loja, bem à distância de um click. da dona maria é um espaço para sonhar, com artigos de sonho, para oferecer àqueles que mais gostamos, nesta que é uma época de fantasia, esperança e família. O carinho da confecção e a qualidade da execução valem a visita, a divulgação e a baba pelas peças. 

Os artigos são entregues dentro de um saquinho de pano cru, com linha e botão extra para qualquer eventualidade. Prontos, portanto, para fazer um brilharete debaixo da árvore de Natal.



A visita é obrigatória e as encomendas feitas até ao fim do mês têm portes grátis.

25 de Novembro (e o antecipar da próxima dor de barriga)


Daqui por um mês chega o dia das rabanadas. Mal posso esperar.

Ressaca de sacarose


Ontem a mãe fez anos. A mãe, que é gulosa, pediu bolo de mousse de chocolate. E eu, que o tenho feito quase todos os fins-de-semana a pedido de uma família extremamente apegada ao açúcar e afins, deixei-o queimar pela primeira vez. A mãe não foi de modos e exigiu logo um segundo – isto para além da tarte de maçã e do prato de brigadeiros que já existiam. Retirei o queimado do primeiro e cobri-o com Nutella. Uma verdadeira maravilha, diz quem experimentou. O que se lhe seguiu ficou a repousar no forno enquanto fomos jantar fora, sofrendo o infortúnio de uma cozedura exagerada. Não houve mousse para ninguém, mas o bolo estava lá, a duplicar e feliz da vida. Agradeceu quem comeu, resmungou quem ficou a lavar a cozinha.

Eu fui mais do género de fugir de mansinho para o quarto, assim como quem não quer a coisa. Deitei-me assim que pude e só acordei hoje, semi-enjoada de muita tarte de maçã com gelado de nata, algum champanhe e de uma dose de bifes de peru au champignon que dava para alimentar um estábulo.

Depois de uns dias de férias...


...a última coisa que apetece é voltar ao trabalho em dia de chuva e Greve Geral. E nem sequer me custou a acordar. Bastou o pensamento de que teria uma manhã de trânsito pela frente para me arruinar o dia. Já para não referir o quentinho dos cobertores e do pijama que nada têm a ver com as roupas frias que saem das gavetas ou o tempo que se faz sentir lá fora.

Custa tanto voltar.

Cenas privadas da vida conturbada de Miss Cherry


Ontem atendi a chamada a um polícia enquanto voltava para casa. Só me apercebi do que tinha feito quando, depois de lhe ter garantido que estava quase a chegar, já no fim da auto-estrada, ele me perguntou se eu por acaso não estaria a falar ao telemóvel enquanto conduzia.

Let it snow, let it snow, let it snow



É sempre a mesma coisa: Dezembro a aproximar-se e eu cheia de vontade de correr para as lojas, de usar casacos e botas quentinhas, de ouvir músicas alegres e de ver árvores de Natal. E nem vale a pena virem para aqui dizer que é muito cedo, que isto é tudo uma lamechice pegada, que a época já não é o que era e que é tudo um golpe de marketing lojista a nível mundial para vencerem as nossas carteiras. Vocês falam, e eu oiço: bla, bla, bla. Este blogue não papa tretas. Este blogue declara-se pró-Natal. Por ele, aliás, havia Natal todos os meses, no fim de cada mês. Mas como nem tudo é perfeito, Natal é só uma vez ao ano e o peixe cozido existe. E, sendo assim, eu irei continuar a comer disso de vez em quando, só para não dizer que sou esquisita; bem como a viver a época com todo o entusiasmo que merece.

O Natal está nas nossas cabeças, e se temos que esperar um ano inteirinho para que ele chegue, então que nos deixem sonhar com a data, que nos deixem namorá-la e imaginá-la. É assim que lhe damos valor.

É para isso que os dias de chuva cá estão

                                                                                     Emma Watson

A coisa mais difícil de se perceber na vida é o que de facto queremos fazer dela.

Um mapa de memórias


Tenho saudades de viajar. De espreitar o painel onde piscam os voos nos aeroportos, de fazer o check-in e do frio na barriga que me acompanha nas salas de espera. Nunca sei bem o que esperar, mesmo quando o destino já é conhecido. Tenho saudades dos lugares novos, dos olhos curiosos, dos dias que nunca irei esquecer. De Paris, Londres, Madrid, Roma. Das províncias italianas, do verde dos Açores. Da comida, das pessoas, das roupas diferentes, da mistura de línguas, das cores, dos maneirismos e modas. Do diferente. Das últimas horas, cá e lá; da correria das malas que não fecham e das listas dos itens que não devemos esquecer. Os últimos telefonemas, abraços e despedidas. Dos regressos que são começos. Das partidas que não são fugas. Tenho saudades de viajar, de poder ir vendo o que por aí há para ver. Tenho saudades das viagens que pareceram sonhos, dos meus eus que os viveram.

Não há como ir para fora cá dentro, descobrir Portugal e tudo o que de bom tem para oferecer. Mas não há como viver cá dentro tudo o que há além-fronteiras. E há tanto, tanto; tanto por aí. It's [not] a small world after all. Pequenos somos nós, pequenos pontos num mapa que poucos têm a sorte de percorrer, de trás para a frente e de frente para trás.

Caderno de música #9


Eagle Eye Cherry - Save Tonight

É sempre assim. Há dias, tardes, noites e momentos que apetece guardar para sempre. Recordar faz bem à alma. Lembra-nos de que há algo que não vamos esquecer, algo só nosso, algo que vivemos.

O que eu adoro miúdos queridos nos filmes é uma coisa que só eu sei



Este é uma delícia e eu nem conhecia. Faz o filme valer a pena. Thomas Robinson, em The Switch.

Só para quem vê, respira e vive 'The Vampire Diaries'


Mas quando é que estes dois ficam juntos? Serei a única a preferir o irmão errado? Não há por aí ninguém mortinho por comentar aquela última cena deles? Eu estou. Por mim ele não a tinha feito esquecer de nada.

Do amor ao ódio é um passo

Confissões de meia-noite


Namorado, por favor, não leias isto.

Ainda sei as passwords dos meus ex-namorados. Nunca as escrevi, nunca as tentei guardar, só não as esqueci. E eu sei que é feio, muito, muito feio, mas de vez em quando entro num hi5* ou noutro, só para satisfazer a veia que bomba curiosidade mórbida dentro do meu corpo. Não é sempre, nem na maior parte do tempo. Não é sequer uma vez por estação. Mas quando me lembro, quando não consigo dormir e estou sem nada para fazer, vou lá. Assim uma ou duas vezes por ano; não mata ninguém. E prometo sempre que não volto, acredito piamente que me vou esquecer das senhas, ou faço figas para que as mudem. Tudo em vão.

É claro que quando acabávamos espreitava os sítios com muito mais regularidade. Agora sou uma pessoa normal. Nem sequer me interessa particularmente saber o que eles fazem da vida; aliás, não me interessa de todo, é só mais forte do que eu, tipo efeito-novela.

Está nas minhas resoluções para 2011 ser uma pessoa melhor e abandonar este vício. A sério.

* Off the record: Ainda não havia facebook, o que é uma chatice pegada. As novidades já não apanho.

Fio em forma de mocho e sabrinas douradas


Eu já devia ter aprendido a carregar o telemóvel assim que o saldo ficasse em baixo. Eu já devia saber que depois de receber a mensagem da vodafone a avisar-me que só tenho cinco dias para continuar a realizar comunicações, a minha obrigação seria a de correr para o multibanco mais próximo e efectuar "Pagamento de outros serviços". Mais do que tudo isso, já tenho idade para ter aprendido que andar por aí de sabrinas subtrai pelo menos cinco anos ao meu B.I.. Mas não. Não ligo a nada destas coisas, e depois o desastre é o do costume.

Estava eu no quentinho, com um daqueles pijamas que a Primark vende e que nos fazem sentir uma bola de pêlo gigante (aqueles que começam nos pés e só acabam no pescoço, babygrows para adultos, sabem?), quando me ligam de um número desconhecido a combinar um café. O típico amigo, do amigo, do amigo, que sabe até onde eu vivo, mas que eu não conheço de lado nenhum, de quem eu não nada sei, mas que precisa de um favor. E lá se enfia Miss Cherry no banho, debaixo de um chuveiro que decidiu abandonar a água quente no duche anterior, do irmão, que durou uns valentes 40 minutos. Visto-me, seco o cabelo e saio de casa. Arrasto o irmão que estava lavadinho e sempre faz companhia. Lá chegados nos sentamos numa mesa da esplanada, fria, impessoal e sob um céu que se prepara para escurecer. O amigo, do amigo, do amigo chega acompanhado da namorada. Manda mensagem a avisar que já lá está. E aí faz-se luz: não tenho saldo para responder. Olho em volta. Há um casal suspeito à entrada. Não se sentaram, não andaram para lado nenhum, estão só à porta de um café, a conversar. Olham para nós. Fixo o olhar nele, em busca de alguma pista. Vira a cara. Estou a fazer figura de estúpida e a perseguir duas pessoas que provavelmente estão à espera de amigos.

Liga-me, liga-me, liga-me. Por favor, por favor, por favor. Ou envia mensagem! Isso, envia outra mensagem só para que saiba quem és. Vá láaaa.

Nada. Eis que me levanto e me dirijo ao casal.

Desculpa, és o R.?
Sim, sou.
Olá!
Ah, olá! Já estou aqui há imenso tempo.
Desculpa, fiquei sem saldo no telemóvel e não tinha como responder-te.
Bem, então podias ter-te levantado e ter-me vindo perguntar se era eu.
(Engraçado, estive quase para lhe responder o mesmo).
Pois, vamos entrar.
É que sabes, eu até olhei para a tua mesa, mas vi primeiro o miúdo. Olhei para ti e pareceu-me que tinhas a mesma idade, nem sequer considerei. Tens vinte e quantos? Não te dava mais do que 15.

E é assim. Aprendam comigo: encontros às cegas nunca dão bom resultado, nunca.

Noite de Halloween


Numa palavra: ratazana.

Não se falou de outra coisa cá em casa. Não dormi em paz e nunca soube tanto sobre a alimentação dos bichos como agora. Estava quase a chegar à porta, ontem à noite, quando olho para o chão e vejo uma enorme bola de pêlo, cinzenta escura e com uma cauda rosada gigante, e um focinho do mais assustador possível. E eu, que nunca pensei que um rato me fizesse qualquer impressão, desatei a gritar como se não houvesse amanhã e só tive tempo de ver a ratazana estremecer antes de virar as costas e desatar a correr. O meu irmão, que acreditava piamente estar a ser vítima de uma piada de Halloween da minha parte, cometeu o erro de espreitar e viu a coisa correr no mesmo sentido do que eu, mesmo atrás de mim. Só parei no carro e levei os meus irmãos comigo. Deixei o namorado entregue à vassoura e implorei-lhe que acabasse com aquilo. Ligou-me uns minutos depois: não havia nada, eu deveria ter sonhado. Voltei atrás, meio a medo, a olhar para todos os cantos escuros do jardim, todas as partes não iluminadas, à espera que de lá saltasse uma ratazana enraivecida. Não aconteceu. Assim que me senti a salvo, ouvi-o murmurar algo como "ela estava ali na relva, passou para lá quando nós passámos para cá". Fechei-me dentro de casa e prometi não sair até o animal estar morto ou, pelo menos, a quilómetros de distância. Telefonei à mãe, ao pai, contei à tia, e aproveitei a histeira durante longos momentos. Sim, também me senti muito estúpida. O pai estava prestes a entrar para o cinema, mas quis que eu confirmasse que não era uma toupeira que, APARENTEMENTE, também costuma visitar a minha casa, já há alguns anos. Sim, anos! Mas não era. Não tinha nada a ver, aliás. Pela descrição, tamanho e obesidade, percebeu que também não era só rato. E assim chegámos ao veredicto.

Já cá canta o veneno. Porém, nada de ratazana morta até agora; o que me coloca num dilema. O domingo já foi, o feriado está a acabar e amanhã é dia de trabalho. Estou a ponderar telefonar a dizer que estou doente. Mais encontros inesperados é que não. Se soubessem como aqueles pequenos olhos pretos me fixaram... Só consigo fechar os meus e imaginar aquela dentuça agarrada à minha perna. Uma coisa vos digo: os desenhos animados são uma fantochada. O Mickey é um embuste. Não há cá ratos simpáticos e fofinhos.  São todos pequenos monstros. E assustadores, muito assustadores.
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