Em modo pedinchona

www.facebook.com/doar.corpociencia

Trabalho de grupo do mestrado a precisar de amigos. Muitos amigos facebookianos. Pode ser?

"Eu tenho sérios problemas..." ou "se eu fosse um dragão estaria a cuspir fogo"

                                                                                                     Leighton Meester




...com pessoas que só conhecem um ponto de vista: o seu.

E é certo que eu nem sempre sou a democracia em pessoa, que me custa engolir sapos, dar o braço a torcer e fechar a boca quando sei que tenho razão, porque o outro também pode ter. Mas faço-o. Portanto, espero dos outros o mesmo, o que por si só é esperar de mais.

É que hoje há muito pouca gente a querer viver num mundo comum: cada um vive no seu, centrado no que lhe convém e no que lhe interessa. Vêem apenas as suas histórias, versões e personagens e só existem nesse contexto, pelo que tudo o resto é demasiado estranho para ser considerado. Resta-lhes meter na cabeça que nem todos temos que ter as mesmas prioridades, ainda que todos tenhamos que conviver com as dos outros. E era tudo tão mais fácil se esse "todos" o fizesse...

...quem sabe se este domingo não poderíamos estar todos a votar num mesmo Portugal.

Muito, muito, muito indecisa...!



Easytone ou Body Train? Quem me fala de uns e de outros? Só vi os puma ontem, pela primeira vez...

...e como é que isto funciona? Só para andar? Porque é que alguém haveria de dar balúrdios por uns ténis com os quais não se pode correr? Cheira-me que não deverá ser bem assim...

O cansaço pode tornar-se crónico?

É que já não me lembro da última vez que cheguei a casa sem me atirar para a cama como se fosse um morto. A vontade é dormir de sapatos, casaco e tudo. Valha-me o bom senso e a comichão que os fios, ganchos, anéis, e outras pinderequices que tais, me fazem.

Mais um capítulo acabado e ainda dá para dormir até às 07h35

É certo e certinho: quanto mais trabalho há para fazer, mais bitaites eu venho mandar para o blogue


Mas hoje parece-me que fica tudo acabado. Ainda não estou com ar de quem não vai conseguir enfrentar a madrugada. Menos mal. Se bem que eu queria, o que me apetecia mesmo, era ver um filmezinho.

Às vezes só é preciso parar um bocadinho para depois recomeçar em grande. Vamos lá, take 2.

                                            
Um dia tenho que vos contar as coisas que eu oiço dos homens. Coisas dos problemas que têm com as raparigas que dedicam demasiado tempo ao trabalho e de como lhes custa ultrapassar uma relação falhada.

Tarefas de domingo: comprar umas calças decentes, marcar o restaurante e acabar a reflexão teórica

Urra. O restaurante está marcado.

Se eu não posso ir ao Verão, vem o Verão aos meus pés...

Mais alguém vive num sotão onde estão 40 graus?


E dizem que os loucos são pessoas com algum transtorno, que não sabem o que fazem, que merecem um desconto.. Pois que eu sei perfeitamente distinguir os meus momentos de loucura dos restantes: são assim, por exemplo, semelhantes aos dias de hoje, em que me enfio em casa com o portátil em cima, a aquecer as perninhas, com um sol lá fora que parece querer explodir no céu, e biquínis novos na gaveta a pedirem por estreia, porque acho mais sensato fazer trabalhos para o mestrado. É em dias assim que desconfio do meu discernimento, mas sei sempre muito bem o que estou a fazer.

Dos amores que não resultam e das pessoas que se esqueceram de que merecem ser felizes

                                                                                                                                        Dear John 2010

Já ouvi muitas histórias, já lidei com algumas, já vivi umas poucas e já não sou quem fui por uma. O que posso dizer sobre o assunto, sem muitos rodeios e floreados, é que todas as feridas saram. Não quer dizer que não fiquem marcas, que não se vejam as cicatrizes ou que se apague algo que de nós fez parte. Mas saram. Umas vezes com o tempo, outras vezes com a ajuda dos que nos rodeiam, e quase sempre com a existência de ambos. Disse-me uma vez um grande amigo que tudo na nossa vida é uma fase. Resta-nos, por isso, acreditar que há mais pela frente, haverá sempre mais enquanto por aqui andarmos. E o que com isso fazemos, depende apenas da receptividade com que vamos vivendo.

É sempre demasiado cedo para se viver infeliz, seja em que idade for.

Nos altifalantes:  Worlds Apart - The Mostar Diving Club (muito obrigatório)

Pequenos pedaços de céu



Já fazem parte da rotina do suspiro.

E a eles se juntam outros dois, em fase de namoro. Queria ter pés suficientes para usar tudo de uma vez. Todavia, sendo eu do mais comunzinho que por aí há, apenas fui abençoada pelo par. Duas pernas, duas solas e poucas necessidades de muito mais.

Para quem preferiu ver o José Castelo Branco em cima de um burro

Atirem-me pela ravina, mas eu não resisti: que raio se está a passar na RTP?

Está um palhaço dentro de uma casa onde o Bruno Nogueira chama caga-tacos ao Marco do Big Brother. Bonito serviço...público.

Dilemas da procrastinação ou Mas depois penso...e não trocava este momento da minha vida por nada.


Eu juro que tenho tentado ser uma pessoa mais organizada, a sério que sim. Tento fazer os trabalhos todos com a devida antecedência, dormir 8 horas por dia e estruturar ao máximo todos os deveres mestrado/ vida profissional, para que possa equilibrar as duas realidades o melhor possível. Procuro guardar algum tempo para a família, amigos, estar com ele e ainda vaguear por aí, sozinha, que é das coisas que mais gosto de fazer. Planear as refeições no dia anterior, tentar pensar na roupa que vou tirar da gaveta nos segundos antes de me levantar, programar sempre o despertador para o mais cedo possível, e tantas outras minhoquices que me tranquilizam.

É claro que o que na verdade se passa é, nada mais, nada menos, do que um absoluto caos.

O mestrado, regra geral, tem que ficar para segundo plano. O ginásio, já há uns tempos que foi ao ar. Só eu e as minhas pernas sabemos a falta que nos faz. A lista de coisas para fazer é sempre infindável e raramente começada. Dá-se prioridade ao que, por ser tão urgente, nem sequer entrou para o mesmo papel. A roupa é escolhida muito à pressa ou, quando acordo mais cedo, depois de experimentada por várias vezes, despida, largada e amontoada ora na cama, ora no chão. As refeições têm acabado por ser uma elaborada conjunção de enlatados que não vão com a água bem escorrida. E os trabalhos da faculdade são, quase sempre, feitos pela noite, quando já estou encharcada em guaraná e o dia seguinte é o da entrega. O namorado foi banido de casa, e há duas semanas que cá não põe os pés, porque chega a sexta e os dois dias que se seguem estão completamente preenchidos com as disciplinas que passei o tempo a ignorar. Não porque quisesse, mas nem pão para malucos, nem tempo para mais. Os dias fazem-se devagar, um de cada vez, e olhos fecham-se no metro, à ida e à vinda. Às vezes chego casa e o sol ainda se faz notar. Eu, porém, morro de vontade de dormir. E como chego e como, geralmente pela primeira vez ao dia decentemente - os pratos são da hora, estão quentinhos e cheiram bem - como mais. Não me posso deitar logo, correndo o risco de uma madrugada de vómitos. Por isso invisto antes na proeza dos palitos e da pálpebra. Ainda não cheguei lá, mas um dia vou ser capaz. Ligo a televisão, mais vezes ainda o computador, e lá vou eu ver o último episódio de alguma série ou tentar a primeira parte de um filme que promete continuar a ser visualizado nos próximos quatro dias. Qualquer coisa leve, para que o esforço mental não seja muito e possa desligar um bocado. Das duas uma: ou me prende a atenção de tal maneira que não só é visto até ao fim, como me faz deitar tardíssimo, ou adormeço ainda os créditos iniciais estão a passar. De qualquer das formas, nunca dá para as 8 horas. Nem ao fim-de-semana. Aos domingos deixo-me dormitar por 10/ 15 minutos, volta na volta e quando a casa está demasiado barulhenta para fazer alguma coisa. Não servem para nada. Deixo as coisas para depois. Para depois do almoço, depois do lanche, depois do jantar. Faço as pausas que há e as que não há a fazer. E quando dou por mim, são 21 horas e há sempre qualquer coisa aberta no word ainda longe de terminar. Tudo se faz e tudo se acaba. Não falto, nem falho com prazos. Meti-me nisto e já sabia ao que ia. A minha vida mudou, é verdade, mas também era algo que procurava. Agora é ir fazendo o melhor que posso e tomando muita vitamina. É só mais um mês, o meu mês. Em Junho cheira-me que volto ao exercício, ao sol, e quem sabe até aproveito os dias de praia.

As rectas finais nunca me parecem as mais difíceis. O que importa já foi construído pelo meio. Todavia, são as mais trabalhosas, as que mais custam e as que mais exigem de nós. Apenas porque implicam pontos sem parágrafo que se lhe siga, e se nada do mesmo vem depois, tem que ser acabado o melhor que se pode. Hoje é noite de ficar acordada. Para o próximo fim-de-semana descansa-se.

Obs: Não me entendam mal: não vejo outra forma de fazer as coisas. Estou para comprar uma agenda desde Janeiro. A do ano passado andava cheia de papéis dentro, mas nunca foi usada. Entendo-me no caos e é assim que para mim tudo resulta. Inesperadamente, para muitos, muitíssimo bem. Se continuo a tentar encontrar-me com um lado meu que privilegie a organização? Pois claro que sim. O que eu não dava por uma secretária branquinha, com flores frescas que não morressem, um cházinho sempre de lado e um computador do mais arrumado que há. Para já, contudo, ainda não tive o prazer de conhecer esse meu interior dormente. E nem me preocupa. Quase não sou capaz de atravessar o quarto, tantas são as coisas espalhadas pelo caminho. O meu tapete é uma prova de obstáculos. A minha cabeça, porém, está mais no lugar do que alguma vez esteve.

*Como se não bastasse, é dia de estreia de uma data de parvos reality shows que nem vou poder espreitar para dizer mal.

Três notas sobre o MasterChef Austrália

                                                                                                                    Philip Vakos

1. Aquela identificação de ingredientes numa ronda eliminatória? Ai que nervos! O molho estava amarelado, via-se na televisão! Como é que ninguém se lembra de acafrão? E pimenta? E depois sai-me o Phil. Que nervos.

2. Tenho um trabalho para fazer e ando nisto.

3. Alguém tem uma boa receita de frittata?

Keith

E eu que não sabia que ele também era actor, fiquei agradavelmente surpreendida com este...


* Diga-se de passagem que o trailer está muito foleiro, muito mauzinho. Elegeram as piores e mais desinteressantes cenas do filme. Ainda bem que não o vi antes.

Aqui fala-se de sonhos

Já ouviram falar de Terry Fox?

22 anos e uma história de coragem. Depois de lhe ter sido diagnosticado um carcinoma ósseo na perna direita, que acabou por provocar a sua amputação, Terry Fox decidiu atravessar o Canadá a pé, com o objectivo de angariar fundos para a investigação do cancro. Estávamos então em 1980, quando percorreu 5 mil quilómetros em apenas 143 dias, o que em média equivale a uma maratona diária. Conseguiu angariar 24 milhões de dólares canadianos, sendo que somente o agravamento do seu estado de saúde, caracterizado pelo alastrar do cancro para os pulmões, o faz parar. Acabou por morrer alguns meses depois, deixando vivo e com muita força o seu legado. Foi proclamado herói nacional e o canadense mais famoso do século XX.

30 anos volvidos, e um bocadinho por todo o mundo, são organizadas, anualmente, as Corridas Terry Fox. Conhecidas como “Maratona da Esperança”, e apenas em Portugal – onde só há 16 anos se realizam – já foram arrecadados 524.493.10 euros e financiadas 44 bolsas de investigação. Todo o dinheiro angariado reverte, integralmente, a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro que consegue, desta forma, incentivar e aplicar recursos no estudo da doença, nem sempre privilegiado, tendo em conta as necessidades financeiras imediatas dos doentes.


A Corrida Terry Fox Portugal é já este sábado, amanhã, no Parque das Nações. A inscrição são 5 euros e a participação só faz bem à saúde! No fim, há direito a t-shirt alusiva e a gelado da Olá. Outras contribuições poderão ser feitas no local ou directamente, na conta da LPCC (NRS) do Banco Espírito Santo, nº 044/02845/000.2. Para correr, andar ou simplesmente marcar presença, não deixem de por lá dar um pulinho. O que para nós é hoje garantido, pode amanhã não ter os mesmos contornos de certezas.


 

7 de Maio | Parque das Nações - junto ao Pavilhão de Portugal | 11h00 (inscrições no local, a partir das 9h30)

Waiting for forever. Directamente para a lista dos melhores

                                                                          Tom Sturridge

É demasiado difícil aceitar o que é fácil.

Porque é mais fácil sair para a rua de pijama do que de calças e camisa. Todavia, muito menos convencional. Porque é mais fácil não ter horários e fazer malabarismo de rua, do que ser certo, seguro e igual. E é, decididament, mais fácil, sentir de verdade, com toda plenitude, do que teimar em controlar o sonho e em dar rédea curta à esperança. Saber que existem, e que existem dentro de nós, raramente significa libertá-los. Porque quem vive assim é maluco, tem um problema, precisa de ser vigiado. Fala para o lado, com os pais que morreram, e procura, procura por um amor que lhe comanda a vida, sem que o contrário se passe. Mas vive, sente e faz. Ama, como ninguém mais é capaz. E deixa-nos com os olhos em lágrimas, porque percebemos que nem sempre nos lembramos da facilidade característica das melhores coisas da vida.

Não é uma história de amor, desengane-se quem vai pelo coração do cartaz. Ou, por outra, não é uma história de convencionalismos amorosos, mas de sentimentos, daqueles que o espectador também consegue sentir. Faltam as carochinhas, sem que se lhes sinta a ausência, as passagens cómicas e os desfiles semi-nus. Não parece filme deste tempo. Mas é. E é extraordinário.




** Custa-me ver a Rachel Bilson e não lembrar a adolescente de Orange County, mas desta vez foi diferente, provavelmente porque ofuscada pela interpretação assombrosamente cativante de Tom Sturridge.

Completamente rendida, pela segunda vez

...à musicalidade da voz dela. Ainda com os Donna Maria na cabeça (e na playlist),  muito, muito fã do novo projecto. Quase valeu a pena chegar atrasada ao trabalho por ir comprar o CD à hora de almoço, quando o metro de regresso decidiu avariar, fechar as portas e apagar as luzes.


*Particularmente encantada com "Onde tu me quiseres".

Cheiro a Maio

Pois que sei que nem sempre o tempo estica, que os meses passam rápido, e que as semanas não chegam para tudo o que se quer. Sei bem a falta que me faz mais um minuto, mais dois ou três, mais meia-hora. Mais um fim-de-semana que deveria estar a começar e não perdido numa madrugada de domingo que anuncia o seu fim. Sem nariz empertigado e dedo no ar, tudo isso sei e pouco ou nada há a fazer. Os pensamentos e as palavras invadem-me a cabeça, mas o momento nem sempre é oportuno e lá fica o blogue para depois, para quando tudo estiver mais calmo, para àquele bocadinho à noite em que adormeço sem dar conta. Pois que assim tem sido, porque o cansaço das novas escolhas, ou das que já vinham de trás e que a elas se acumularam, não dá folga.

Mas cheira a Maio, e Maio cheira-me sempre bem. A flores e gotas de orvalho, a inspiração, a Dia da Mãe e a aniversário. Maio tem o encanto de quem anuncia o Verão, a praia, o calor e a descontracção. E tem a pressa, a pressão e o funcionamento esquizofrénico dos anos lectivos que acabam, das últimas coisas que há por fazer, das limpezas de Primavera e das boas-vindas a novas ares.

Estamos de cara nova por aqui, com cheiro a Maio.
© POST-IT AMARELO 2014 | TODOS OS DIREIROS RESERVADOS

PARA MAIS INFORMAÇÕES:
♥ dopostit@gmail.com
♥ https://www.facebook.com/postit.amarelo
imagem-logo