Ingredientes para um bom domingo


1. Boa música (em alto som)
2. Algumas horas de casa vazia (para a música não incomodar terceiros)
3. Uma botija de água quente
4. Duas almofadas nas costas
5. Cobertores nas pernas
6. Cama/ sofá confortáveis
7. Uma caneca de chá verde (o aconchego pode dar sono; para quem não gosta de café, esta é uma boa alternativa)
8. Vela de canela acessa e um cheiro irresistível no ar
9. Definição de um método de trabalho eficaz que inclua, obviamente, pausas para navegações extra na internet e alguns olhares aos filmes da tarde na TV.
10. Boa disposição (resulta de uma mistura homogénea das anteriores) 

Não sei como dizer isto de outra forma...


...mas o meu portátil aderiu à greve e decidiu prolongá-la. Que não vem de hoje já vocês sabem, mas dizem os senhores dos arranjos que têm direito a um mês para descobrir o que se passa. Até lá, isto por aqui anda que mete dó, só e abandonado. Bem sei que a vida é mais difícil sem postit-amarelo, mas temos que ter garra e ser fortes, mesmo em tempos de crise.

I'll be back.

E hoje não se fala de outra coisa

UNHATE. Combater o ódio e promover a tolerância [e as vendas]. 

Lá vem a Benetton de novo criar polémica. E assim é que eles estão bem, sempre a trazerem-nos algo sobre o que pensar e falar. Como um todo, ainda não decidi se gosto, mas já esbocei sorrisos com algumas fotos. De qualquer das formas, não me parece que a tolerância seja valor para ser imposto, muito menos de uma forma agressiva e visual. Não esquecer que a nossa liberdade termina no perímetro do outro. Mas esta [in]tolerância pode ser só de mim, que sou chata. Lá que o raio da campanha é criativa, isso é, e de falta de humor ninguém os pode acusar. 

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy

Os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul

Os governantes da Palestina e Israel

Hu Jintao, presidente chinês, com Barack Obama

Barack Obama e Hugo Chávez

Papa Bento XVI e sheik da mesquita Al-Azhar

Sou só eu que fico fascinada com isto?


O Extreme Couponing do TLC é uma das melhores ideias de programa de sempre.

É oficial


O portátil foi para a garantia. O erro não passou, a drive continuou sem gravar cds e a lentidão tornou-se seu segundo nome. Nada a fazer. Lá foi o papel da factura, e o menino, em saco de plástico, dar uma volta por outras paragens. E por lá ficaram, nas mãos de outros. Backup feito, nada de muito grave me assola o pensamento. Mas gostava de o ter junto a mim. Faz-me falta o companheiro de mesa de cabeceira, o de todas as noites de insónias e de maratonas de séries. E para aqui passar? Vai ser um ver se te havias. É que agora pode ser até um mês sem notícias. E se ao fim de trinta dias não mo entregarem em perfeitas condições, se ao fim de tanto tempo não tiverem descoberto o que o aflige, o acordo é devolverem-me o dinheiro. E como é que eu explico que já me tinha habituado às manias e personalidade daquele packard bell? Há lá dinheiro que me arranje um igual.

Vim-me embora de ombros caídos. Pode bem ter sido o nosso último encontro.

Factos aleatórios relativamente interessantes

1. O meu portátil está em recuperação. Sofreu danos no disco rígido.
2. Hoje acordei às 5h40 para ir ao ginásio. Só a meio do caminho reparei que não levava os ténis.
3. Quando me lembro de usar os óculos (sou míope), o meu olho direito embacia sempre a lente. 

O meu irmão e a arte de quem não se atrapalha

                                                                                                              Cameron Diaz

A autora deste blogue confirma a veracidade dos factos que se seguem cuja origem remonta a uma "questão-aula" na disciplina de Físico-Química.

1. Se o carro fosse a 90 km/h, nas condições tais e tais (ele não se lembra), iria colidir com o objecto x?
Resposta: Não porque foi travando, chegou lá e parou bem.

2. E se fosse ao dobro da velocidade?
Resposta: Provavelmente teria chocado.

A professora ainda lhe perguntou se tinha a certeza que queria entregar as duas linhas na folha de teste. Os colegas preenchiam duas páginas. Ele disse que sim, que estava tudo lá. É claro que na avaliação seguinte a cotação já esteve acima dos 80%, que a brincadeira tem graça, mas ele lá vai sabendo que não se deve repetir.

Pergunto-me se seria capaz de ser professora e manter um ar sério e zangado na entrega de um exame destes.

E pronto, o bom humor voltou

Mostarda que sobe já não desce...e aí o nariz só entope

                                                                         
Tenho a sensação de ter acordado zangada com o mundo. De só me lembrar das coisas más ou de andar irritadiça. Pode ser que sim, ou pode não ser de mim. Foi antes o mundo que se zangou com todos nós? Talvez, mas por aí cheira-me a desculpa de mau pagador que atribui a divida a quem não está, a quem não se vê. O mundo....balelas! [nunca tenho a oportunidade de dizer "balelas" e é maravilhoso]. Não sei de onde vem, mas é uma sensação persistente, daquelas que nos fazem revirar os olhos de impaciência ou frustração perante outros, das que não ficam bem porque nos pintam como arrogantes com a mania da superioridade. 

A verdade é que não sei como revoltar-me de acordo com as regras da etiqueta. É-me difícil pintar um sorriso quando me apetece explodir, ou falar de potes dourados no fim do arco-íris quando me sinto cinzenta. Ainda não aprendi a ficar calada, a deixar passar e a dizer que não me vou meter. São coisas que se vão controlando, aos poucos e poucos, a muito custo; e que se vão contornando, quase sempre, porque as palavras nos saem mesmo quando sabemos que não devem sair, mesmo quando nos prometemos não as fazer ouvir. É assim, temos pena. Gosto muito da atitude "sou-melhor-do-que-isto-e-não-vou-descer-ao-mesmo-nível". A história, porém, é antes mais frequente ao nível do "era-só-o-que-faltava-ficar-calada-ai-que-nervos". E talvez a revolta seja minha, que ando implicante e com sorriso amarelo em ruptura de stock. Talvez seja, ou do mundo. Mas quer-me parecer que o mundo somos todos nós, e que se há momentos em que nos sentimos loucos por ao nosso pertencermos, o mais provável é que quem nos rodeia esteja na mesma situação. E não há como fugir à nossa loucura se o nosso mundo, e as nossas pessoas, andam do mais louco que possa haver.

Será da mudança da hora?

5h57


Isto da mudança da hora é coisa que muito bem me faz. Ainda o sol não nasceu e ando eu, pela casa, fresca que nem uma alface. Sinto que o dia é maior, e não mais pequeno, que a manhã estica e as oportunidades também. O fim-de-semana já vai prolongado (esta história do hífen lembra-me que já começa a ser hora deste blogue adoptar o novo acordo ortográfico), mas as tarefas continuam no seu canto, lá a um monte. E quando o último dia se aproxima, o último antes de se voltar à rotina, acordo ansiosa e com a sensação de que não fiz, não li, não cozinhei ou vi tudo o que queria. Tenho a mania de rever todas estas coisas com a cabeça no travesseiro, a meio dos sonhos ou em acordares agitados. Deito-me com a tranquilidade de quem sabe que ainda vem aí um feriado e desperto com o tremor daqueles que cederam à preguiça. E é sempre assim, sempre que algo de importante está para acontecer o sono é espaço de treino e recapitulações. Ou sempre que algo ficou por fazer, a noite é agitada e às voltas, até que o corpo cede e se levanta, mais cedo do que o costume, quando de tão escuro parece tarde.

Eram 5h57 hoje de manhã, um robe e um sofá. Algumas horas na ronha e dois filmes manhosos na TV. Foi quanto bastou para perceber que podia descansar: as horas do meu dia permaneciam em branco porque assim as deixei, porque assim as consegui deixar. Sim, a pilha de roupa continua por arrumar e seria maravilhoso que me apetecesse trocá-la pelas camisolas de Inverno. Mas ninguém morre se eu não quiser passar a tarde assim. E já não me lembrava dessa sensação, dessa de que posso escolher o que fazer a seguir porque não há nada de urgente, fundamental e imprescindível para levar a cabo.

É de aproveitar enquanto o sol não volta a nascer.
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