Coisas que o meu pai pensa #1

Que eu bebo vigor magro porque a embalagem é cor-de-rosa.

O Pequeno-almoço


Depois da primeira noite de sono completa em toda a semana, achei que merecia um pequeno-almoço a sério. Daqueles a que temos tendência a chamar de "hotel", como se em algum hotel em que tivéssemos estado servisse panquecas (bem feitas e ainda quentes). Estas foram feitas com farinha integral, honestamente porque já não havia da outra. E leite de soja de maçã, pelo que achei por bem caramelizar algumas para o topo. Ficaram ótimas, e desta vez até os homens da casa concordaram comigo.

Toda a receita aqui

O Regresso

No último semestre do ano passado, enjoei o blogue. Palavra. Fui fazendo um esforço, entre o tempo que era cada vez mais reduzido, e continuei a escrever, porque isso ainda apetecia. Mas não gostava do espaço, da imagem, dos textos que saíam desformatados e prontos para me irritar. Não tinha, todavia, a disponibilidade mental para me dedicar a uma renovação completa. Nem a inspiração, sobretudo isso. E, portanto, não forcei. Deixei-me estar pelo Facebook, quando vinha a vontade. Ou a guardar momentos no Instagram, porque sim. E a coisa foi-se fazendo, esse isolamento virtual que, por vezes, eu comparava a férias merecidas.

Janeiro trouxe a vontade de voltar à rotina, embora tenha também dado as boas-vindas a um ritmo de trabalho cada vez mais exigente e difícil de conjugar com qualquer atividade paralela. Desta vez, a coisa já não passou. A vontade de voltar a um canto que eu já não reconhecia como meu manteve-se nula, mas precisava de escrever. E foi o que fiz. Agarrei-me ao blogue de testes e chutei para lá todos os meus rascunhos imprevisíveis e temperamentais, e aguardei por um rasgo de criatividade que me fizesse querer voltar a mexer em imagens, cores e medidas. Ele veio, quando teve que vir e, como para tudo o que realmente queremos, arranjei tempo no meio dos dias sem horas.

Eis o resultado. Com detalhes que só quem fez se lembra das horas que perdeu. Mas exatamente como queria. Como eu queria. Vem na altura certa, na fase em que encerro um capitulo de mais de três anos da minha vida. E simboliza isso mesmo: uma mudança que deu trabalho, que requereu coragem e que me fez arriscar, por uma tela quase em branco, na qual agora me apetece mesmo, mesmo escrever.

São mais 5 dias. Depois, conto-vos tudo.
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