Páginas soltas #2


"Havia muitas coisas que ela não conseguia definir, compreender ou interiorizar. E depois havia aquele amor que lhe enchia o peito como um sopro incomodativo, frio e muito rápido, quando ela parecia já não conseguir respirar. Aquele sentimento infinito, que lhe roubava as lágrimas que não sabia existirem e que não eram más. Pelo contrário. Ficava, quase sempre, muito dividida entre a felicidade que sentia e o medo de a deixar escapar. Até se lembrar, com uma angústia que não lhe era própria, que a aflição resultava de algo que valia a pena. Que os fantasmas, com quem desde pequena julgava lidar, a assustavam por aquilo que representavam: uma ameaça contínua à pacificidade da sua infância. E a paz valia a pena também. Talvez por isso, e nos momentos em os músculos da barriga se contraiam e os pulmões ficavam colados às costas, ela ficasse com tanto receio. Porque nunca, até então, se sentira tão tranquila, consciente e feliz".

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Novo horário

Não sou nada de queixas em relação a esta mudança de hora. Sim, saio de noite cerrada do trabalho. Mas a visibilidade que tinha nos últimos dias também já me obrigava a ligar os médios. Assim como assim, o sol anda escondido e claridade nem vê-la. Mais vale dormir mais. E acordar com luz. E sem tanto drama. Mesmo que seja apenas nos primeiros dias. São pequenas coisas, e pequenos pormenores, que me enchem de boa disposição matinal.

Claro que, como quase tudo, a felicidade tem limites. 
No meu caso, são limites impostos por outras pessoas que, não fazendo voluntariamente parte do meu círculo social, saltam lá para dentro como quem não quer a coisa, e me obrigam a uma convivência estilo Guerra Fria.
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