Novo horário

Não sou nada de queixas em relação a esta mudança de hora. Sim, saio de noite cerrada do trabalho. Mas a visibilidade que tinha nos últimos dias também já me obrigava a ligar os médios. Assim como assim, o sol anda escondido e claridade nem vê-la. Mais vale dormir mais. E acordar com luz. E sem tanto drama. Mesmo que seja apenas nos primeiros dias. São pequenas coisas, e pequenos pormenores, que me enchem de boa disposição matinal.

Claro que, como quase tudo, a felicidade tem limites. 
No meu caso, são limites impostos por outras pessoas que, não fazendo voluntariamente parte do meu círculo social, saltam lá para dentro como quem não quer a coisa, e me obrigam a uma convivência estilo Guerra Fria.

Boho Food


Quem me conhece mesmo bem, e tem a dura missão de conviver comigo diariamente, sabe que, frequentemente, digo que sim a mais ideias do que aquelas que sou capaz de concretizar de uma só vez. Em teoria. Na realidade, acabo por dar vazão a tudo, mais ou menos atrapalhada - sempre mais - e só dou conta daquilo em que estou metida ao fim de rogar duas ou três pragas à minha personalidade. Por mim, 'escolha' era palavra a banir do dicionário: e venham os negócios de roupa, de culinária, de design de blogues, os cursos de moda, costura, marketing digital e os workshops de fotografia ou aprendizagem de novas línguas. Por mim, todo o tempo seria dedicado à conclusão daquele projeto mais que especial: o livro. E já agora, só porque há que lembrar que é isso que me garante um ordenado, continuava a trabalhar. Por mim, era um tudo. E, quase sempre, acabo por tentar ser, sem saber bem como existir de outra forma qualquer. Ora, isto, como calculam, deixa-me tempo zero para tudo o resto. Talvez por isso sinta, cada vez mais, necessidade de organizar a minha vida (em caixas e horários, e por cores, como eu nunca faço). Aliás, Marta seria, num mundo ideal, antónimo de organização. Mas não pode. Não pode mesmo. 

Já fui buscar caixinhas ao IKEA e à MUJI (para maquilhagem e acessórios). Comprei um dossier da Popota no Continente (porque o cor-de-rosa, tenha a idade que tiver, vai sempre alegrar-me). Até ando de agenda de um lado para o outro, vinda de França com a irmã. E, assim sendo, posso ou não posso dizer-vos que ando a magicar um novo projeto?

Para o Natal. E para estômagos felizes.
No ar, a partir do próximo sábado, quando muda a hora.

Adenda: Ou do primeiro de novembro!

Ainda agora acordei...

E a primeira coisa que quis foi que, realmente, fosse possível a um ser humano hibernar. Com hibernação paga pela empresa e tudo (sem o subsídio de alimentação, pois está claro). 
Ainda fiz um esforço, mas estava sempre a acordar com o barulho dos irmãos. Que chatice.
Ao menos a chuva tem-se concentrado durante a noite. Ainda uso sabrinas sem meias.
Quando for impossível e o inverno tiver chegado à séria, a birra será (ainda) maior.
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