Hábitos de ausência

De repente, o tempo todo desapareceu. É segunda-feira e eu sinto-me como se fosse sexta de daqui a duas semanas, sem ter tido intervalo pelo meio. Os sábados e domingos passam cada vez mais rápido, e o início da semana acontece em slow motion. O dia dá - tem de dar - para tudo, e a hora de recolha chega arrastada pelo suplício do fim de tarde, já escuro, que não quer terminar, mas também já não serve para nada. Hoje, andei em luta com o relógio. A bem dizer, tem sido sempre assim nos últimos tempos. Focada nas horas, nos minutos e a tentar trabalhar mais rápido do que julgava ser capaz. O teclado funciona a uma velocidade que envergonha a caneta. Os documentos sucedem-se. Reuniões. Dores de cabeça que não passam. Saio do trabalho, mas o trabalho vem comigo para casa. Chego e vou dormir, como quem não quer a coisa. Acordar, jantar e voltar ao computador. Os horários estão invertidos. As redes sociais ficam para trás. Não me sinto muito social ultimamente. De repente, sinto que todo o tempo desapareceu e já não sei onde o ir buscar.

O bom da coisa é que a carteira nem tem oportunidade de sair da mala.
Nem sequer me valem os deslizes online.
Imaginem...não haver minutos do dia para visitar o site da Zara!

Estou tão cansada e tão distante que a situação só se compôs depois de um beneuron 400 e uma sopinha bem quente. Ainda por cima, cheguei a casa e o meu lugar no sofá estava ocupado. Demorei quase duas horas a recuperá-lo.

Hoje, brindemos aos idiotas que povoam este mundo


Perdão. 
Aos especiais.
Os diferentes são sempre especiais.
Especialmente dotados de idiotice.

E não, não são idiotas por terem muitas ideias. 
E não, este não é um post fofinho nem uma conversa privada que ninguém percebe.
Apenas uma constatação.

Os idiotas... 
Perdão:
Os especiais! Os especiais também merecem ser lembrados. Que seria dos restantes sem termo de comparação?

Winter colours




Gostei deles assim que os vi. Como gosto de todos os sapatos (e acessórios) que têm este azul. Só ainda não tinha tido coragem de trazer para casa uns. No verão, estavam em modo sandália de salto alto com brilhantes, na Stradivarius. Estes sempre são mais sóbrios e, embora não tão adaptados às necessidades do meu metro e cinquenta e seis, são muito mais realistas e confiáveis. 

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