Coisas que eu não compreendo

Marcas (que eu até gosto bastante) que se dão ao trabalho de enviar e-mails que não dizem absolutamente nada. Não são coisas que não nos interessam, são coisas que, por virem escritas de forma absolutamente inútil, não sabemos sequer se nos podem interessar. Mais ou menos assim:

"Estimado sócio (a),
 Nesta altura de Verão, poderá finalmente incentivar a sua companhia a treinar no nosso clube.
 Temos uma excelente campanha de Verão e apenas algumas vagas disponíveis.
 Aproveite!"

Apetece perguntar: e que campanha é essa, senhores? E pronto, perguntei.

Pai, mãe, porque me fizeram sem gostar de café?

Decididamente, não sou a pessoa com mais sorte do mundo. 
Ontem lá decidi que iria dormir a noite toda, custasse o que custasse. É certo que cheguei a casa, passava  já da hora da Cinderela. Mas portei-me bem e fui direitinha para o sofá. Pensei "para quê perder tempo a ir até ao quarto? Prioridade ao sono!". E por ali fiquei. Até às 4 da manhã, pois está claro, quando fui acordada, não por insónias, mas por um bando de melgas raivosas que me atacavam como nunca havia sido. E quando eu me refiro a ataque, quero dizer que fui picada em dois indicadores, um mindinho, no peito de um pé, junto ao tornozelo no outro, num cotovelo e num pulso, várias vezes nas pernas e ao fim das costas. Aguentei uma hora disto, até ter decidido mudar de divisão. Na cama, a saga continuou. Não percebi bem se as melgas me seguiram, ou se a comichão agudizou. Seja como for, até às seis e meia da manhã foi uma festa. Até que decidi, por fim, acender as luzes, voltar a arrastar-me e procurar um creme de menta. Besuntei-me toda, à falta de melhor, e depois cobri todos os pedaços de mim que ainda respiravam: robe por cima do pijama para tapar os braços, e meias por cima das calças, para nem haver ideias. Lá dormi quarenta minutos, até o despertador tocar. Desliguei-o e, heresia das heresias, voltei a fechar os olhos. Acordei meia hora depois, completamente aflita, a sonhar que tinha ido tomar banho e que tinha decidido fazer da banheira cama...até à hora do jantar! 

Não quero ser alarmista

Mas é a segunda noite consecutiva que acordo às quatro da manhã para navegar na Internet durante cerca de uma hora, até o computador ficar sem bateria e eu voltar finalmente a dormir.

Entretanto acordei às seis e meia, quarenta minutos depois já estava a fazer o reconhecimento do caminho para o evento de trabalho que terei hoje ao final da manhã (certificando-me que na hora não me perco) e cheguei à empresa nem vinte minutos depois. Claro que o resultado foi bater com o nariz da porta. Porque não sou propriamente a pessoa com mais jeito do mundo para fechaduras e ferrugem, pelo que achei melhor esperar no carro, tranquilamente, até alguém aparecer.

Adenda: São muitas, muitas mais do que me pareceram de manhã. Só na mão direita, tenho cinco picadas. Que mundo injusto.
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