Da meia-noite

Quase todo o nosso sofrimento vem de coisas que idealizámos. Uma reação do namorado, do chefe, do pai ou do periquito. O recuperar de uma antiga paixão. Um reconhecimento, uma prova de amizade, de amor. Um novo trabalho, um novo hobbie, uma nova casa ou uma vida diferente. Porque a expectativa já é inimiga por si só. Mas a expectativa que permite compor logo uma história na cabeça, daquelas que nos parecem tão óbvias para todos os envolvidos que não têm como não acontecer, é lixada. E fica aqui a ganhar raízes até que algo ou alguém as corte abruptamente, depois de tudo o que já estava pensado e quase, quase certo no nosso pensamento. E isto é válido para aquela amiga que não larga o passado porque idealizou um futuro com um desfecho diferente (mesmo já sem expectativas que, a determinado momento vão, mas ainda não conseguem levar tudo o resto). Mas também é válido para todos nós e para as coisas mais pequeninas do nosso dia a dia, para os pequenos sofrimentos e derrotas temporários. Não matam, mas moem. E é só porque deixamos.

Problemas de ir ao ginásio de manhã

Estar com tanto sono que se deixam as sabrinas em cima da cama.
E é por essas e por outras que estou de ténis fluorescentes, no trabalho.

A frase mais longa deste blogue

Os melhores dias são aqueles que não estão programados; que começam com o pai a querer arriscar em receitas de livro de chef; resultam numa verdadeira arrumação de primavera durante toda a tarde; passam por um namorado que diz que nos vem buscar para jantar e não há discussão, e terminam com uma sessão de cinema caseira, em grupo, com pipocas e chocolate.
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