Ideias rápidas na cozinha
Estava eu para vos vir aqui falar de um conceito e, sobretudo, de um homem que cometeu o crime de me ensinar a fazer croquetas como as que comi em Espanha (se não melhores), quando interrompi o texto para preparar a marmita do dia seguinte. Já com o frigorífico a meio gás, tive que ser criativa com o que sobrava: não me apetecia cozinhar, nem perder muito tempo. Tampouco atirar com um conjunto de coisas sem graça para dentro do tupperware - que é fantástico à noite, mas me faz arrepender mil vezes no dia seguinte. Agarrei no pepino e comecei a cortá-lo às tirinhas. Eu sei que e difícil de acreditar, mas o sabor é bem diferente quando o comemos às rodelas (e mais enjoativo, na minha opinão; o que me faz alternar frequentemente o método). Tomate? Nada. Morangos? De novo, não. Ainda olhei para a laranja, mas só de pensar em descascá-la e em ficar com as mãos cheias de sumo, desisti. Eu disse que queria rápido e prático. Lembrei-me das amoras congeladas que tinha deixado no frigorífico de manhã, para fazer um batido mais tarde. Espreitei-as: já moles, com um molho cor-de-vinho característico e um aroma maravilhoso. Nem pensei duas vezes. Agarrei no pepino, passei-o por aquela cor irresistível, agarrei no garfo e espetei os dois nas pontas dos dentes. Levei à boca e não poderia ter ficado mais satisfeita. O pepino ganhou automaticamente um toque mais leve, mais próximo da fruta, assumindo o doce ácido do fruto vermelho como se dele fosse. Enchi uma caixinha, e a base da refeição estava pronta. Se tivesse uma tortilha ou um wrap, enrolava tudo e estava feito. Assim, terei que comprar uma delas entretanto.
Para sobremesa? Gelatina, fresca e a combinar. E quase, quase a sair da cozinha, olhei para trás e vi as bananas, e recordei o batido que nunca chegou a ser feito, mas que, em teoria, deve ser preparado no próprio dia. Mas e então, se eu pudesse adiantá-lo? Para me levantar cedo amanhã, e ir ao ginásio se quiser, porque até o pequeno-almoço está feito? E só a banana porquê? Volto aos frutos, diretos do congelador, e trituro tudo em menos de um minuto. Fica uma mousse lindíssima, absolutamente imperdível. Experimento: sabe a gelado, pelo frio cortante das amoras. Chamo a minha mãe a provar, para ter certeza de que não é da minha cabeça. Ela agarra numa taça, e leva um bom bocado para o escritório. Está comprovado: é uma sobremesa rápida e fácil, e cheira-me que com hortelã ficaria perfeita. Amanhã de manhã, será também um batido, ou um sumo, conforme me apeteça.
E depois de tanta cor e combinações com ar saudável, as croquetas já são merecidas, e bem merecem apresentação. Certo é, que tudo na vida, e na cozinha, tem lugar, desde que bem feito. A salada estranha e improvisada, e os fritos de molho bechamél. Com peso e medida, pois está claro. Mas dediquemos-lhe um post único, que vos parece? Quem é que já ouviu falar do Grafe e Faca?
Já falamos
O dia começou cheio de dores nos músculos: dos cotovelos (sim, dos cotovelos), junto às axilas, do peito, do meio das costas, uma verdadeira chatice. Mas nem por isso o sol deixa de dar o ar da sua graça, ou os convites inesperados de aparecer. A tia liga e diz "vem cá hoje a Portugal um especialista" e eu, como quem acorda de repente, lembro-me "pois vem, já ouvi falar disso no trabalho". "Bem, queres ir à parte da tarde?", "pois claro". E agora é acabar com a molenguice, ir correr um bocadinho, tomar um bom banho e sair para aquela que promete ser a palestra mais interessante dos últimos tempos.
Se valer a pena, venho aqui contar-vos tudo.
Até porque ando cá com umas ideias...
(Estou tão fartinha de este layout. A ver se de hoje não passa)




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