Segundas, sempre o mesmo
O dia ainda agora começou, mas há reunião dentro de poucos minutos e regresso a casa, logo a seguir, para ir buscar o computador que ficou na sala. Entretanto, o arrumador do costume diz que bati num carro no outro dia e ele presenciou. Até aqui tudo bem, não fosse eu não me lembrar de nada, não ter marcas nenhumas e ter muitas duvidas que tal se tenha passado. Ainda por coma, diz o homem, que avisou a vitima de que iria falar comigo porque 'de certeza' que eu pago. Até podia ser, se não achasse tudo uma grande treta. Bem vistas as coisas, vou de férias para a semana e a empresa muda de residência esta semana. Lá terei que voltar às voltas do metro.
Insónias laborais
Há duas semanas que não durmo. Passo a noite a acordar, lembrada de coisas que tenho para fazer e de todos os detalhes que não posso esquecer para que tudo corra conforme planeado. A chuva não ajuda. As gotas caem com tanta força que parecem pregos a bater na janela por cima da minha cama. Esta noite, ainda não eram 21 e já eu dormia profundamente. Está claro que foi sol se pouca dura. São 3 e o meu cérebro está preparado para trabalhar como se fossem 9 de segunda-feira. Tenho férias marcadas para a última semana do mês. Quando as decidi não teve nada a ver com noites mal dormidas ou necessidade de descanso. Agora, bem, agora acho que tudo na nossa vida se encaminha para onde tem de se encaminhar. Vale o que vale. às 3 da manhã. Mas é a minha quase epifania do dia. Ou será da noite?
Coisas que eu adoro e que não custam nada
Conduzir em estradas absolutamente vazias, com o carro quente de ter estado ao sol, apesar de ser um dia de inverno muito, muito frio.
E a luz. A luz destes dias.
