A ausência de tempo é realmente tramada

                                                                                                                                                                  Dakota Fanning

Até ver, ando a portar-me bem. Ontem uma hora de cardio. Hoje, treino de força com 55 minutos de Body Pump. Bem sei que dois dias não dão o exemplo, mas são um bom presságio. E o balanço é positivo, como sempre. Que saudades que eu tinha desta vida! Tão melhor que a da escrita intensiva de uma dissertação...

Uma pessoa sente-se logo outra em 2013. Menos nerd. 

Choraminguices

Hoje é mesmo daqueles dias em que só apetece estar na cama. Tenho tantos cobertores que mal me consigo mexer, durante a noite, com o seu peso. E é maravilhoso. Sinto-me quente até mais não. Depois tenho, necessariamente, que acordar e arrastar-me da cama até à banheira, sair com o cabelo molhado porque já estou atrasada para secar e vir no carro com o ar quente no máximo, que é bom para as constipações, bem sei, mas é também a única coisa que me aquece o coração de manhã. Ainda assim, chego à secretária e sento-me em frente ao computador completamente desolada, porque agora nada mais poderá ser feito para me manter na bolha de calor que desenho desde a noite passada - não a um nível tão extremo (e agradável) entenda-se. Como se não bastasse, a senhora da limpeza passa a vida a deitar-me as garrafas de água fora. Portanto, se me quero hidratar antes de morrer à sede, tenho que sair da sala onde o ar está relativamente suportável para os compartimentos mais frios, e passar o dia a encher copos. É isso e esquecer-me constantemente de voltar a trazer a caneca para o chá. Levei-a para lavar como deve de ser e em casa ficou. Resta-me tilintar, esfregar as mãos e sonhar com botijas de água. E não, não estou num congelador, mas não venho trabalhar de pijama polar, nem de robe (que é como durmo). O que é, verdadeiramente, uma chatice.

Dói-me a cabeça e quero uma mantinha. 
Quão bebé pode ser uma pessoa a caminho dos 25?

Um impulso fútil por dia #3

Ontem até pensei em algo absolutamente estapafúrdio para comprar, mas a verdade é que, primeiro estava a trabalhar, depois no ginásio, e à noite demasiado cansada para fazer outra coisa que não dormir. A modos que não passei por aqui. É uma pena. Assim sendo, e para não fugir já às resoluções de início do ano, volto para me redimir e deixar por este canto provavelmente uma das melhores invenções da humanidade: o shake n' take. Basicamente, é uma maquineta que nos permite fazer o sumo ou batido e beber diretamente do recipiente, que ainda por cima tem uma espécie de palhinha incorporada, para tornar tudo ainda menos higiénico (sim, que limpar essas zonas, entupidas com fruta, não é pêra doce). Talvez tenha sido esse o meu factor de desmotivação. Menos mal. Menos 30 euros. A verdade é que ainda hoje usei a trituradora para um sumo de ananás com hortelã, que preferi mil vezes beber num copo normal, e não deu trabalho nenhum. Mas depois os anúncios são tão coloridos e tão divertidos que uma pessoa hesita, e pensa como a sua vida poderia ser um reclame cheio de sorrisos, no ginásio, na rua, no trabalho e mesmo em casa (para que é que alguém usaria algo assim em casa?) pelo menos por breves segundos...


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