O drama, o horror, a tragédia

                                                                                                                                                            Zooey Deschanel

E afinal não foi nada. Sentei-me, cheia de medo, já de discurso pensado e de mil acenares de cabeça programados, porque não, não tinha relido o texto, ou porque não, não tinha consultado centenas de fontes e afinal não foi nada. Bem, então disse-lhe para vir cá hoje para falarmos do capítulo que me enviou. Na realidade não há assim grande coisa a apontar. Gostava que incluísse mais citações, tente ver isso! E pronto, umas frases para explicar melhor o que quero dizer e 30 páginas para melhorar as referências bibliográficas (a chatice do costume). À parte disso foi só um aliás, você até tem uma escrita muito agradável, é uma escrita alegre. Lê-se muito bem, muito bem. Não custou mesmo nada. E um volta na volta desata é a fazer perguntas; muito interessantes por sinal, resta saber se tem as respostas. Pois que não tenho. Mas irei ter.

Uma pessoa assim até dorme melhor. 
Estava a ver que esta sexta-feira não acabava.
Tanto reboliço no trabalho. Tanta coisa com os meios regionais. Tantas ideias impostas e criatividade com timing. Tanta proposta. Tanta alteração. Tanta coisa para trás e para a frente. Tanto trânsito. Tanta correria para o carro. Tanta desculpa e pedinchar ao porteiro responsável pelo estacionamento porque faltava o cartão da escola. Tanta coisa para chegar a horas à temida conversa com o orientador. E no fim, fiquei à espera. No fim, não foi nada.

Ora então, bom dia

                                                                                                                                                                        Minka Kelly

Que hoje é sexta-feira e à tarde irei finalmente saber o que significa temos que falar vindo de um orientador. 

Há declarações que me deixam doente. E isso não convém nada!

Porque aqui não posso ter acesso a tudo. Ainda para mais se me lembrar de estar a morrer e os meses de vida forem poucos. É um ultraje pensar que posso vivê-los menos mal. E eu não estou para aqui com idealismos, que sei bem que com razão poderia queixar-se quem vive com o sistema de saúde dos EUA. Isso não significa que por existir pior nos devamos contentar com a mediocridade.

Estão aqui estão a dizer à população para mudar de hábitos, a ver se deixam de apanhar cancro e essas coisas. 
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