Não custa tentar convencer-me

                                                                                           Zooey Deschanel

Uma semana é mais do que tempo para pôr as ideias em ordem. Se, por um lado, sinto que passou a correr, por outro o que ficou para trás parece estar a anos-luz da vida que tenho feito nos últimos dias. E é bom que assim seja, porque o meu antes estava caótico, perdido e exausto. É altura de pensar no que realmente importa e no que me faz realmente feliz. Há rotinas que fazem sentido e, mais do que isso, que me fazem falta. Como acordar cedo para ir ao ginásio antes de um dia de trabalho, escrever no blogue ou deixar-me levar por uma tarde de sol e passear sem rumo. Ter tempo para me dedicar às saladas que apetecem, em vez de aquecer qualquer coisa pesada do dia anterior para o almoço, ou poder ir uma vez por outra ao cinema sem sentir remorsos. Escapar-me até à praia ou avançar com um projeto há muito na gaveta. Amanhã o dia começa com outro sentido, com outro rumo, e com uma outra vontade também. Porque dar azo à loucura que nos rodeia é apenas permitir que ela nos rodeie. Porque não fazer nada para mudar quando estamos descontentes é apenas permitir que o estejamos. E sobretudo, porque viver na sombra de uma tese e na ansiedade que os seus micro avanços provocam não é minimamente saudável. Nem que seja por só mais um esforço porque sou jovem, é um esforço que eu deixei de estar disposta a fazer na quantidade em que mo andava a exigir. Ninguém me obrigou a isto. Paguei o meu Mestrado e lutei por ele. Quis avançar com uma dissertação e vou levá-la até ao fim. Só não vou pôr os meus dias em espera por isso. Uma coisa é saber que os tenho que organizar de modo a existir espaço para trabalho extra, outra é viver em função desse espaço. 

Eu bem sei que mais uns dias e o stresse da tese volta a tomar conta de mim. Mas para já, é isto. Para já, estou em paz comigo.

Um último Brunch

                                                                                       Sophia Bush

Os domingos tendem a fazer-me pensar em tudo o que não fiz. São tudo menos um dia de descanso, tanto que se fossem uma pessoa, seriam a personificação das listas de afazeres. Este domingo amanheceu duplamente doloroso, com o pensamento vivo de ser também o último dia de férias. E o tempo passou, como sempre, e nada do que estava programado se fez. Bem, nada se excluir uma ida ao Rock in Rio, uma tarde de cinema com a família, a viagem a Barcelona, o planeamento e concretização de uma festa de anos, a participação na abertura do bar do primo e todo um conjunto de pequenos detalhes postos em dia. Todos, claro, exceto os que dizem respeito à tese, esse calcanhar de Aquiles que dói em todo o corpo. Portanto, hoje é dia de recuperar essa parte e deitar mãos à obra antes que todo o stresse e correria dos dias de trabalho volte. Mas antes, antes pareceu-me adequado encerrar a parte boa do domingo em grande - aquela em que ainda se finge ser um dia de preguiça. Peguei nos irmãos e arrastei o namorado para o Cais de Roma e fomos deliciar-nos (comemos demais!) com um Brunch. Ovos mexidos, empadas, pretzels com salmão fumado e queijo creme, salada com queijo feta, tomate com mozzarella, panquecas, sumo de ananás e hortelã, de melão com cenoura ou só de laranja, foi de tudo um pouco. Tenho pena de ter deixado a sopa para outro dia, mas estava incapaz de voltar a abrir a boca. No meio de muita risada e de um ambiente tranquilo, com um atendimento simpático e extra prestável (fartámo-nos de pedir sumos e águas!), o meu domingo teve um fim absolutamente espectacular. Que comece a pré-segunda, venha ela. 




2 em 1: Não é domingo, mas apeteceu-me

                                                                                               Shay Mitchell

Desde que a minha irmã avariou a torradeira cá de casa, tenho usado o forno para fazer torradas. É claro que a ideia não agrada, de forma nenhuma e em nenhum planeta, o meu pai. Gastas muito para dois pedaços de pão. Hoje decidi dar-lhe a volta. Antes do habitual ralhete, já eu estava de batedeira empunhada e de ovos prontos a partir. Mãos à obra! Usei a mesma massa de base (de queijada), mas dividi-a em duas partes: uma para as formas pequenas, e outra para a forma redonda e grande. Às primeiras juntei compota de morango e açúcar normal no topo, reforçou a baunilha da mistura. O restante foi polvilhado com canela e açúcar em pó, deixando o sabor do leite vir ao de cimo. A própria forma alterou-lhes a textura e até o sabor: as primeiras estão crocantes nas pontas e fofas no meio; enquanto a segunda parte foi ao frigorífico e está uniforme, compacta e fresca como uma boa queijada. Ficam as fotos das pequenas e respetiva receita. A grande ainda está a arrefecer, mas podem vê-la aqui


                                          Só com açúcar, estilo bola de berlim

2 ovos, 300gr de açúcar (uso amarelo), 100gr de farinha normal, 30gr maizena, 1/2 litro de leite, raspa e sumo de 1/2 laranja ou limão (usei limão desta vez), 2 colheres de sopa de extrato de baunilha. É só misturar tudo e levar ao forno! Fácil, fácil. Estes daqui levaram ainda o açúcar e a compota de morango da avó, mas desde canela a nutella, cacau ou amêndoa em pó, todas as opções são válidas e quem manda é a imaginação.
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