Hoje foi o dia em que fiquei sem travões



Não, não é uma metáfora espirituosa e inteligente. Não me tornei desbocada, nem acordei com vontade de dizer ao mundo tudo o que pensava sobre todo e qualquer assunto/ pessoa. Hoje foi o dia em que, literalmente, fiquei sem travões. E, tenho a dizer-vos, não é uma sensação agradável, sobretudo porque foi algo que aconteceu numa rampa.

Tudo começou com duas luzinhas que se acederam: a do check-in (agora que andei a ler o livrinho sei estes nomes todos) e a do óleo. Antes que se perguntem, o carro estava com óleo suficiente que com essas coisas eu não brinco - o que é o mesmo que dizer que com coisas dessas o meu pai não brinca. Achei estranho, mas não era algo que me atormentasse, pelo menos até ter consciência do que realmente pudessem significar.

Deixem-me situar-vos: o meu carro tem falhas eléctricas constantes, sobretudo ao nível do rádio e portas (a do condutor já nem abre por fora). 

Todavia, a coisa tornou-se algo problemática quando reparei (poucos segundos depois) que o pedal do travão tinha deixado de funcionar - e por deixar de funcionar quero dizer que não ia para baixo, por muito que eu carregasse. Então, e pela primeira vez na minha vida, fiquei felicíssima pelo trânsito do costume. O pára-arranca na rampa permitiu-me manter o carro em ponto morto e puxar o travão de mão de 2 em 2 minutos.

E quando eu pensava que já nada havia a piorar, eis que o focus me surpreende com um pedal saltitante, o da embraiagem. Eu estava tão atrapalhada que achava que era a minha perna a tremer de nervos. Quando me apercebi que mesmo sem o pé no sítio o pedal saltava na mesma, de um modo quase frenético, preferi a hipótese de um tique nervoso. Fiz força com a perna para o manter bem lá no fundo e poder meter a segunda, estava a aproximar-me da entrada na auto-estrada.

Porque no fundo, no fundo, o carro tem um carinho quase tão grande por mim como eu por ele, acabou com a birra e como que por milagre as luzes apagaram-se e tudo voltou ao normal. Não quis saber; não passei os 60 km/h à mesma; ainda que a maioria dos carros me fosse a apitar na via rápida.

O pai foi ter com a menina e trocámos de carroças. Ele lá viu que a coisa é séria e que poderia ter acabado mal; especialmente porque o livrinho das luzes diz algo como "esta luz deve apagar-se quando ligar o carro, caso se mantenha acesa deve parar imediatamente"; em ambas.

Enfim, I survive. Agora tenho que andar com o carro bom da casa. Que chatice!

Mas que foi o maior susto da minha vida, foi.

Macho que é macho caça e toca tambor


Em conversa com um amigo, num daqueles cafés que acabam em divagações e confissões sobre tudo e mais alguma coisa. O assunto ia nos Ídolos:

H - Eu gostava do Carlos! Acho que de todos era o que tinha a melhor noção de espectáculo. E sabes que mais? Se algumas vez tornares isto público eu vou negá-lo, mas também gostava das músicas que ele escolhia. Fica mal para um homem dizer que Katy Perry e Lady Gaga prestam. Devemos é gostar de heavy metal e coisas da pesada. Rock, no mínimo. Mas as delas é que são divertidas...

Eu (depois de uma valente risada) - Pop que é pop fica na cabeça e envolve as pessoas. Letras fáceis, melodias leves e está criada a receita do sucesso.

H - Não há homem que to confirme; mas experimenta pôr a música a tocar ao pé deles a ver se não sabem todos a letra.... Aliás, até te digo mais: lembro-me de ir sair à noite há uns anos atrás, quando os Dzrt apareceram. Estava tudo na morrer no bar, até que tocou "Para mim tanto me faz". Foi logo ver todos levantarem-se, começarem aos saltos e a cantar do princípio ao fim. Não que não gostam, não que não sabem...
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