Hoje apetece-me perguntar #5




E tu, se pudesses eliminar um/ um conjunto de blogs da Internet, porque motivo o farias?

Antes fosse blush

Ontem, por volta das cinco da tarde, sem nada que o fizesse prever, corei. Não estava numa situação embaraçosa, nem sequer desconfortável; mas a minha cara, de um momento para o outro, ficou mais vermelha do que um tomate feito em laboratório. A minha pele emanava calor suficiente para derreter glaciares. Claro que assim que me apercebi não consegui pensar noutra coisa, o que só piorou o rubor que teimou em permanecer. Não há direito. Nem me lembro da última vez em que algo assim me sucedeu. Nem sei se sequer alguma vez aconteceu. Tenho para mim que quem estava à volta deve ter notado...Será? Sinto-me atraiçoada pelo meu próprio organismo; já lhe disse que tão cedo não quero conversas. Amuei.

Eu tenho uma teoria

Aviso: A conversa desta noite é privada. Somente devem ter acesso ao conteúdo deste post as milhares de pessoas que já viram Shutter Island. Ao longo do texto que se segue, poderão ser fornecidos elementos/pistas que facilmente influenciarão a forma como irão olhar para a história no grande ecrã.



Sou a favor da teoria da conspiração. Edward/Teddy nunca foi paciente do hospital psiquiátrico para criminosos. Nem sequer criminoso. Não esteve na ala A, B ou C se não para prosseguir com as suas investigações. Começou a levantar suspeitas e foi atraído para a ilha onde o tentaram convencer de que era apenas mais um doente. O que, confessemos, não é uma propriamente uma proeza, dado o ambiente. Logo no início do filme e, antes mesmo de entrar no hospital, a conversa entre Edward e o guarda que o leva do ferry à instituição termina com um "até parece que a demência se pega" (estou a citar de cor). Mesmo a mais sã, se assim lhe pudermos chamar, das doentes o aconselha a fugir - "RUN", escrito num bilhete que lhe é direccionado. 

Compreendo perfeitamente a outra teoria e o que leva tanta gente a partilhá-la. Contudo, finco o pé. Acho que Teddy não quis viver como um monstro, compactuando com as mentiras que lhe tentaram impingir e que o pintavam de uma forma que ele jamais seria capaz de aceitar. Nunca se esqueceu do propósito que o moveu e levou a descobrir a verdade. Uma vez conseguida, sem mulher e com os traumas da guerra, não havia porquê continuar com as memórias que o assombravam. Aceitou que nunca conseguiria fugir e, como tal, uma lobotomia iria sempre apresentar-se como uma melhor opção do que uma vida condenada não só aos seus próprios monstros como àqueles que tentavam fazê-lo crer que tinha.

O agente morreu como um homem bom. E quem mata os homens bons são os maus. No fundo, tudo se resume às raízes dos contos de fadas. No fim até mostram o castelo (farol) - imagem tipíca dos "felizes para sempre". Só não é o princípe a ganhar, desta vez. Mas tudo bem, sempre me ensinaram que não se pode ganhar sempre.

Vénia grande ao menino Leo que está crescido. E ao senhor Martin, ao senhor Martin também. DiCaprio e Scorsese como o vinho (para quem gosta, claro, não é o meu caso): melhores com a idade.
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