Tempo de eleições

Em primeiro lugar gostaria de agradecer à minha família, em especial aos meus pais que me conceberam e puseram neste mundo, pois sem eles nada seria possível. Queria também deixar um beijinho aos meus irmãos, amigos, colegas, conhecidos e a todas as pessoas com quem já me cruzei na rua. Não poderia deixar de me lembrar do pessoal da Google e, em específico, dos administradores do Blogger por me incentivarem a criar uma coisa destas. Fica ainda o agradecimento a quem comenta e, sobretudo, a quem não o faz: sei que são aos milhares! Um beijinho para x, y, z....

Tem ainda algumas arestas por limar - parece-me algo repetitivo - mas o meu manager e a minha RP insistem que este é o discurso ideal para ler quando ganhar o "Super Blog Awards". Expliquei-lhes que não é nada certo, e que é até pode nem acontecer. Olharam-me escandalizados e aconselharam-me - esta é a palavra bonita e correcta para não dizer que me obrigaram - a explicar por aqui como tudo funciona. Também tinha que fazer campanha, mas desconfio que eles nem lêem o Post-it, porque não tirar a prova dos nove?

Instruções para votar em mim (ou noutro qualquer, vá):

1. Registar-se no site da Super Bock, através deste link: http://www.superbock.pt/registo.aspx. Esta fase inclui um breve questionário sobre cervejas que deve ser respondido até ao fim. É rapidíssimo.

2. Aceder ao e-mail que indicaram no registo e carregar no link de activação que a Super Bock vos enviou (pode demorar um bocadinho a chegar/ verifiquem também a vossa pasta de lixo electrónico).

3. Pesquisar o nome do blog em que querem votar (POST-IT AMARELO - é só uma sugestão) e fazê-lo. Podem também aceder directamente à página de votação através do dístico vermelho que tenho na coluna do perfil.

Simples, certo?

Então toca a exercer o direito de voto! Existem blogs óptimos inscritos e podem votar em quantos quiserem, embora apenas uma vez cada um.

Vénus e Marte...assim tão longe?


Sempre ouvi dizer que homens e mulheres são originários de diferentes planetas. Confesso que nunca dei muita importância ao tema, e que, até há bem pouco tempo, defendia uma génese comum. É claro que toda esta ideia acabou no momento em que mais um brilhante exemplar do espécime masculino me premiou com a teoria mais inacreditável de sempre. É-o de tal forma que me custa a crer que as coisas assim o sejam na realidade; mas ele tanto insistiu que vamos dar o benefício da dúvida.

(Já não me lembro como chegámos a este ponto, nem do que falávamos antes, mas sei que estava a tentar provar algo. Claro que qualquer que fosse a minha ideia caíu pelo cano abaixo, assim que o diálogo rumou para outros portos):

Eu: É assim sim. Por exemplo, já namoraste com alguma Ana?
Ele: Não sei.
Eu: Não sabes? Como não sabes? Não te estou a perguntar qual era a cor preferida dela, nem sobre os momentos que passaram juntos. Estou a falar do nome!
Ele: O que é que queres que te diga? Não me lembro.
Eu: Não te lembras? Como é que isso é possível!?
Ele: Sabes há quantos anos namoro? (Aqui entra a típica gabarolice masculina).
Eu (Entrando no jogo): Não...
Ele: Há dez.
Eu (Fazendo as contas): Há dez tinhas onze anos. Não me venhas com tangas, estou a falar de namoros a sério. Nem sequer te estou a perguntar por curtes, quantas raparigas beijaste ou seja o que for. Se bem que acho que devias lembrar-te dos nomes delas na mesma, mas tudo bem. Perguntei-te se namoraste com alguma Ana. Um namoro é uma relação, implica um compromisso, gostares de alguém. Como podes não saber o nome?
Ele: Queres que te diga o quê? Não sou como tu! É a minha maneira de ser. Se já não me interessa, apago das minhas memórias.
Eu: E como é que isso se faz? Mesmo que eu quisesse não conseguia fazê-lo. Esqueço-me das conversas, dos pormenores, até de momentos; mas não do nome da pessoa.
Ele: Pois, já te disse o que pensava! Além disso, já tive namoros de um mês ou menos. Não têm necessariamente que ser essas relações complexas que descreves.
Eu: Um mês? Isso lá é namoro!
Ele: Para mim é. E acabou esta conversa, não vamos chegar a lado nenhum.

E pronto, deixou-me assim, incrédula e sem direito a mais perguntas – que admito, eram sempre as mesmas. Continuo sem acreditar que seja possível esquecermo-nos dos nomes das pessoas com quem tivemos uma relação. É coisa de mulher, pensar assim? Homens, manifestem-se também e digam de vossa justiça. Esclareçam-me!

Grão a grão enche a galinha o papo



Ainda ontem andava eu pelos corredores de um hipermercado, a tossir, a espirrar e basicamente a contaminar toda a gente em meu redor, quando ouço uma conversa realmente infeliz entre duas mulheres. Dizia uma delas que achava “uma palhaçada todas as campanhas de solidariedade que envolviam telefonemas”. Não passavam, na sua opinião, de “um gasto de dinheiro desnecessário”. Comentava que "não era através do telefone que se ajudava alguém, isso era só para as operadoras lucrarem”. A outra, ainda que claramente mais hesitante, acabou por apoiar a ideia da amiga. Revirei os olhos e meti-me pelo corredor dos iogurtes. Porém, fiquei a pensar naquilo.

Basta ligar a televisão de madrugada para ver os programas da noite repletos de pessoas que ligam sem parar, na esperança, quase sempre vã, de ganhar um jackpot. Mas lá estão elas, noite após noite; as apresentadoras até já sabem os nomes de algunas de cor. Nem é preciso ir tão longe: os “Quem Quer Ganha” da tarde primam por um público tão ou mais desejoso de gastar grande parte do ordenado/reforma/subsídio de desemprego numa conta telefónica exorbitante. Até as rádios e os seus programas matinais lucram com a ansiedade e com o desejo de se conseguir ganhar. Não tenho nada contra, pelo contrário. É o mesmo princípio que nos leva a preencher boletins de totoloto, totobola e euromilhões: acreditar que podemos ter sorte. E numa conjuntura económica cada vez mais difícil, a sorte é cada vez mais almejada.


Mas então e a sorte dos outros? Aquela que pode depender, um bocadinho, de nós? A desgraça é alheia até chegar ao sítio onde vivemos. Ainda há pouco tempo se falava do Haiti e de repente é a catástrofe na Madeira que enche os jornais. E quando for em Lisboa? Ou no Porto? Ou aí, onde vives? É fácil distanciarmo-nos das tragédias de terceiros. É até, muitas vezes, um mecanismo de defesa, uma forma de nos continuarmos a agarrar ao que está certo e ainda corre bem à nossa volta. É um não pensar que, a curto prazo, parece ser eficaz. Mas se fosse aqui, e se fosse comigo, ia preferir que telefonassem para as linhas de apoio do que para os concursos da televisão. É marcar um número, deixar chamar e já está. Nem precisamos de nos mexer.

É claro que se o quisermos fazer há uma excelente campanha a ser desenvolvida pelos CTT, desde ontem, que tratam do envio GRATUITO de mantimentos necessários para a Madeira, como se pode ver aqui.

E nas ATM? Basta escolhermos a opção “Transferências” seguida de “Ser Solidário”, escolher a instituição que queremos ajudar, o valor que queremos transferir (tudo ajuda) e está feito. Simples. A nós pouco custa e eles agradecem. É tão fácil gastarmos 5€ num café, numa ida ao cinema, e tão difícil transferi-los para quem mais precisa porquê? A ajuda não é só em tempo de tragédias. É, por outra, mais ou menos como o Natal: quando um homem quiser.

*Fiquem as senhoras das compras sabendo que esta coisa dos telefonemas até está a resultar.
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Linha de ajuda para a Madeira: 760 100 999. Cada chamada é um contributo de 50 cêntimos. Uma iniciativa conjunta das rádios da Media Capital: Rádio Comercial, Cidade Fm, M80, Best Rock, Romântica, Rádio Clube e também Cotonete. Cada chamada custa 60 cêntimos + IVA (a diferença de custos é para as operadoras).
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