E ao sétimo dia...




Ao sétimo dia o sol também nasce e também se põe. Ao sétimo dia ainda se trabalha. O dia foi passado numa tenda cheia de coisas giras de natal e luzinhas a enfeitar. O dia esteve cheio de pequenada que corria para os bonecos do palco com ares de felicidade e sorrisos de satisfação. O dia virou noite e eu, exausta, vou dar-lhe as boas-vindas.

E o que passou ficou em post-it

Eles diziam que andávamos sempre juntas, que éramos uma. Nunca fomos uma e só nós sabíamos. Gostávamos das mesmas coisas, apreciávamos o espontâneo e alinhávamos nas parvoíces uma da outra. Éramos tão diferentes. Ela queria-os assim. Eu assado. Ela achava que eu era crítica, eu achava que ela merecia mais. Éramos tão iguais. Teimosas e rabugentas. Orgulhosas. Éramos amigas e um dia deixámos de o ser. Um dia o que era igual foi igual demais e nesse dia deixámos de querer ser diferentes.

Coisa de filme



Ele conheceu-a e disse-se completamente apaixonado, desde o primeiro momento. Duas noites volvidas, conversas passadas e risos perdidos, teve que se ir embora. Respeitou que houvesse um outro alguém na equação e guardou-a para si, num canto do pensamento que a ele pertence e no qual podem ser felizes. Ele anda com a cabeça noutro lugar, bem longe, chamado esperança.
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