A frase mais longa deste blogue

Os melhores dias são aqueles que não estão programados; que começam com o pai a querer arriscar em receitas de livro de chef; resultam numa verdadeira arrumação de primavera durante toda a tarde; passam por um namorado que diz que nos vem buscar para jantar e não há discussão, e terminam com uma sessão de cinema caseira, em grupo, com pipocas e chocolate.

25 de Abril

À geração anterior à anterior à minha, que fez acontecer e não apenas presenciou: obrigada.

Ideias rápidas na cozinha


Estava eu para vos vir aqui falar de um conceito e, sobretudo, de um homem que cometeu o crime de me ensinar a fazer croquetas como as que comi em Espanha (se não melhores), quando interrompi o texto para preparar a marmita do dia seguinte. Já com o frigorífico a meio gás, tive que ser criativa com o que sobrava: não me apetecia cozinhar, nem perder muito tempo. Tampouco atirar com um conjunto de coisas sem graça para dentro do tupperware - que é fantástico à noite, mas me faz arrepender mil vezes no dia seguinte. Agarrei no pepino e comecei a cortá-lo às tirinhas. Eu sei que e difícil de acreditar, mas o sabor é bem diferente quando o comemos às rodelas (e mais enjoativo, na minha opinão; o que me faz alternar frequentemente o método). Tomate? Nada. Morangos? De novo, não. Ainda olhei para a laranja, mas só de pensar em descascá-la e em ficar com as mãos cheias de sumo, desisti. Eu disse que queria rápido e prático. Lembrei-me das amoras congeladas que tinha deixado no frigorífico de manhã, para fazer um batido mais tarde. Espreitei-as: já moles, com um molho cor-de-vinho característico e um aroma maravilhoso. Nem pensei duas vezes. Agarrei no pepino, passei-o por aquela cor irresistível, agarrei no garfo e espetei os dois nas pontas dos dentes. Levei à boca e não poderia ter ficado mais satisfeita. O pepino ganhou automaticamente um toque mais leve, mais próximo da fruta, assumindo o doce ácido do fruto vermelho como se dele fosse. Enchi uma caixinha, e a base da refeição estava pronta. Se tivesse uma tortilha ou um wrap, enrolava tudo e estava feito. Assim, terei que comprar uma delas entretanto.

Para sobremesa? Gelatina, fresca e a combinar. E quase, quase a sair da cozinha, olhei para trás e vi as bananas, e recordei o batido que nunca chegou a ser feito, mas que, em teoria, deve ser preparado no próprio dia. Mas e então, se eu pudesse adiantá-lo? Para me levantar cedo amanhã, e ir ao ginásio se quiser, porque até o pequeno-almoço está feito? E só a banana porquê? Volto aos frutos, diretos do congelador, e trituro tudo em menos de um minuto. Fica uma mousse lindíssima, absolutamente imperdível. Experimento: sabe a gelado, pelo frio cortante das amoras. Chamo a minha mãe a provar, para ter  certeza de que não é da minha cabeça. Ela agarra numa taça, e leva um bom bocado para o escritório. Está comprovado: é uma sobremesa rápida e fácil, e cheira-me que com hortelã ficaria perfeita. Amanhã de manhã, será também um batido, ou um sumo, conforme me apeteça. 

E depois de tanta cor e combinações com ar saudável, as croquetas já são merecidas, e bem merecem apresentação. Certo é, que tudo na vida, e na cozinha, tem lugar, desde que bem feito. A salada estranha e improvisada, e os fritos de molho bechamél. Com peso e medida, pois está claro. Mas dediquemos-lhe um post único, que vos parece? Quem é que já ouviu falar do Grafe e Faca?

Já falamos

O dia começou cheio de dores nos músculos: dos cotovelos (sim, dos cotovelos), junto às axilas, do peito, do meio das costas, uma verdadeira chatice. Mas nem por isso o sol deixa de dar o ar da sua graça, ou os convites inesperados de aparecer. A tia liga e diz "vem cá hoje a Portugal um especialista" e eu, como quem acorda de repente, lembro-me "pois vem, já ouvi falar disso no trabalho". "Bem, queres ir à parte da tarde?", "pois claro". E agora é acabar com a molenguice, ir correr um bocadinho, tomar um bom banho e sair para aquela que promete ser a palestra mais interessante dos últimos tempos. 

Se valer a pena, venho aqui contar-vos tudo. 
Até porque ando cá com umas ideias...


(Estou tão fartinha de este layout. A ver se de hoje não passa)

Será narcisismo?

Há dias em que fico horas a reler-me.
Este blogue está a ficar crescido, caramba!

O tempo

Todos os anos é a mesma conversa:
Esta chuva que não passa! (Ou não vem)
O mau tempo que nunca mais acaba;
O verão que nem parece verão;
O calor que nunca mais chega;
A praia que está com uma ventania que não era suposto 'nesta altura';
O frio que continua;
As temperaturas que não são nada próprias da época;
O fartos do inverno que estamos;
As coisas que deixamos de fazer pelas más temperaturas;
E, a minha preferida, a do 'ano passado não era assim'.

Oh gente, vamos lá a ver se nos entendemos. Alterações climatéricas à parte, que são bem graves e que devemos ter cada vez mais consciência delas, o tempo não aquece por queixume. Tal como, quando no início de novembro do ano passado ainda se viam pessoas de t-shirt, o inverno não chega porque queremos mudar as roupas. Eu sei que é uma chatice (acreditem, eu acordo de noite com o barulho das chuvas na telha do meu quarto-sótão), e por mim estavam quarenta graus o ano inteiro e não se falava mais nisso. Mas todos sabemos que é impossível agradar a gregos e a troianos, tal como sabemos que assim que a temperatura aumentar cinco graus já vai haver quem por aí se queixe de que não é calor que se aguente.

Não vale a pena os amuos com o S. Pedro. Ele também não nos diz como fazer o nosso trabalho em altura de crise, e talvez até devesse. Era troca por troca, Pedro por Pedro, e talvez funcionasse.

E quando acordar já é quinta

Amanhã chega o computador novo, que já deu entrada em Portugal. Teoricamente, o site da transportadora diz que a encomenda já foi entregue esta tarde no meu local de trabalho, mas visto que eu estava a trabalhar às horas indicadas, estou a fazer figas para que seja um erro. Com a minha tendência para estas coisas, preparada já estou! Assim sendo, e voltando ao pensamento positivo, amanhã volto a ter computador, depois de uma longa espera que tece inicio em Novembro. Amanhã, este blogue já recebe posts não escritos num telemóvel; o que, para vocês pode não fazer diferença absolutamente nenhuma, mas para mim significa um regresso mãos rápido e descontraído ao mundo dos teclados de verdade.

E agora é hora de dormir que amanhã há spinning às 7h15. A roupa já está preparada e as refeições planeadas (fiz uma salada de mozzarela e morangos que deve estar de comer e de chorar por mais - modéstia à parte, claro)!

O veredicto

E pronto, não foi assim tão mau. Que estou em baixo de forma já eu sabia, a falta de resistência também não foi novidade, ou sequer a vergonha que é a minha total ausência de força nos braços. As proteínas estão boas, minerais também, e a água e a massa muscular ultrapassam os máximos. A tensão mantém-se baixinha. Fora isso, descobri que a força que eu tinha na barriga (a sério que ainda há dois anos fazia abdominais perfeitinhos) morreu.

Agora é bola para a frente.
E pode ser mesmo, que posso levar comigo para o ténis quem eu quiser!

Back for good


Quando estudava, tinha um horário do pior que há. Muitos buracos por preencher e dias inteiros fora, para ter uma aula de manhã, e outra ao fim da tarde. Virei-me para o ginásio mais perto, para preencher os espaços livres e aproveitar para descontrair (tinha sauna). O tempo passava mais rápido e, quase sem dar conta, deixei de passar sem aqueles momentos. Mais tarde, já a trabalhar, descobri aquele que será sempre o meu ginásio do coração (sim, tenho um): o Club House, no Parque das Nações. Sem lacunas no horário, sobravam-me os acordares às sete da manhã e as horas de almoço. Os primeiros, para um treino completo. As segundas, para correr 40 minutos seguidos, porque não tinha tempo para mais. Descontava na passadeira as frustrações da manhã, e tinha comigo os diálogos sem censura que não podia ter num ambiente profissional. Foi assim que passei dos 5 minutos sem fôlego para quase uma hora sem me sentir cansada. E todos os dias queria fazer mais, um bocadinho mais. E todos os dias conseguia, todos os dias sentia realmente que podia ir para casa de missão cumprida. As tardes já passavam de outra forma, e tudo corria com outra motivação.

Entretanto mudei de trabalho, e com uma nova morada, tive que deixar para trás os hábitos antigos. Com duas inscrições em ginásios que não resultaram, pelo meio, ora porque não eram o meu ginásio, ora porque estavam demasiado fora de mão para o serem, contam-se pelos dedos das mãos (vá, duas ou três vezes pelos dedos das mãos) as idas ao ginásio dos últimos 2 anos. Contam-se muitas outras coisas que vieram com esse abandono, pois está claro, mas sobretudo, faço subtrações involuntárias à minha boa disposição diária. Constantemente. Porque parece que falta algo, que nem sempre sei bem o que é. Mas falta. O meu sítio para gritar mentalmente enquanto a passadeira vai contando quilómetros. Para descarregar energias, para sentir que, pelo menos por lá, se as coisas correm bem ou não, é apenas da minha responsabilidade e controlo.

Hoje retomo essa política. Porque há mudanças que vêm por bem e que nos permitem resgatar uma parte que já estava meio perdida. Porque tenho um ginásio a dois minutos do novo local de trabalho, com avaliação (ou não, não, não) marcada para esta hora de almoço. 

1 de Abril

Cheguei a casa e deixei que escurecesse finalmente. Os dias ficaram maiores, de repente, e nem o anúncio contínuo de que a hora iria mudar foi suficiente para que me habituasse à ideia. Nunca é, aliás. Deitei-me como se o peso que carregava nos ombros pudesse simplesmente passar para a almofada. O cansaço do regresso e da novidade, mas sobretudo o cansaço de tudo o que ficou igual. Fechei os olhos, enquanto a luz do dia teimava em passar pelas persianas tortas da janela, e criei a minha noite durante o dia. Não a noite dos contos de fadas, aquela que traz trevas. A noite dos crescidos, que significa paz, por fim.

Dormi sem ser hora de dormir.
E acordei sem dever acordar.
Escrevi sem ser hora de escrever, e entretanto perdi a noção das horas, que na minha cabeça ainda são duas, e duas são muitas.

Contras e prós

De ordem invertida, porque primeiro vem sempre o maior.
Este pequeno pedaço de poesia também poderá chamar-se "Eu e as máquinas". 

O meu computador avariou (em novembro, diga-se);
O meu computador avariou na véspera de entrega da tese, com tudo lá dentro;
O carregador da minha máquina fotográfica avariou (em londres, conte-se);
O carregador da minha máquina era o único que eu tinha, pelo que agora não a posso usar;
Os meus auscultadores avariaram;
Comprei uns auscultadores novos através do site da Fnac. 
Esqueci-me que os tinha encomendado e encomendei de novo. Cancelei uma das encomendas para pagar a outra. Enganei-me e paguei a que tinha cancelado;
O meu computador do trabalho está sem parafusos para segurar o ecrã;
O cabo de alimentação do meu computador do trabalho avariou;
O cabo USB do iphone avariou;
Fiz uma encomenda na Amazon.co.uk. Quando fui a verificar o seu estado (e já depois de paga), tinha desaparecido do histórico;

O meu computador novo vem a caminho de Londres e já tem chegada prevista para esta quarta-feira (fui finalmente reembolsada pelo anterior na semana passada);
O meu computador novo não vai ter nada lá dentro;
O carregador da máquina foi entregue ao fabricante, na garantia;
O senhor que me atendeu na Fnac tinha riso na voz;
O senhor resolveu-me o problema: pagar a encomenda certa e esperar 10 dias para que me devolvam o dinheiro da errada;
O meu computador do trabalho continua na mesma;
O cabo de alimentação do meu computador do trabalho continua na mesma;
O iphone terá que aguentar;
Fiz uma encomenda na Amazon.co.uk e fui ver o seu histórico à Amazon.com.

Entretanto, não está nada fácil deixar as férias para trás. E a dor de cabeça? Hoje vou dormir que é um mimo. Nova hora, nova morada laboral, novas rotinas e eu a sentir-me que nem velha.

E não, nada disto é mentira. 
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