Das coisas chatas do fim dos fins-de-semana

Eu sei que não tenho um feitio fácil. E que nem sempre falo a mesma linguagem que todos os outros. Tenho pouca tolerância a baldes de água fria, e menos vontade ainda de agir como se, depois deles, não ficasse com frio. Não me apetece relativizar. O cabelo fica molhado, a roupa pinga, os dentes tremem, a maquilhagem borra. Relativizar? Só se for para quem está seco. Para quem não percebe os estragos que um balde faz. Sobretudo quando não se está à espera, mesmo nada à espera. Porque antes, quem o agarrava, tinha ar de quem preferia ir para a praia, apanhar sol. E eu já estava nessa onda. É a velha história da oferta do chupa-chupa à criança, para a seguir lhe dizer que estavam a brincar. Ninguém gosta, seja em que contexto for. Pior ainda se quem dá para tirar é alguém em quem se confia.

Esta é uma daquelas coisas chatas do fim dos fins-de-semana, quanto mais não seja porque implica dois términos na mesma frase, e isso nunca pode ser bom. Ainda mais quando diz o português que não há duas sem três. Não é o caso, mas há que respeitar a sabedoria popular, e se for para ter cuidado, que seja com o nosso fado. É que o chato destas coisas chatas dos fins é encerrarem hipóteses de correção, pelo menos até a um novo nascer do sol.

Vai-se a ver e ao menos a dissertação está a andar, sem caldo - ups, balde - entornado e rumo a bom porto. Na volta o motor do meu organismo é hidráulico e eu não sabia. 

Brunch caseiro


Ainda não foi esta a receita perfeita de bagels, mas anda lá perto. Depende muito do tempo em que ficam na água, e eu já estava cansada de esperar.

Eu sei que toda a gente diz o mesmo..

                                                                                                                                                                     Ashley Rickards

...mas o meu é mesmo de muito, muito rápido preenchimento.
Que tal um pouco de apoio, do vosso lado, à maldição da dissertação?
Só preciso que trabalhem, ou já tenham trabalhado (válido para estudantes também) em Lisboa e que conduzam, ou já tenham conduzido, em Lisboa. Fácil, fácil. Sejam honestos. E quando peço para dizerem as três primeiras coisas que vos ocorrem, são mesmo aquelas primeiras três coisas que vos ocorrem, sem qualquer filtro. Sei que o molde não é o mais simples, mas estes modelos grátis não estão preparados para adaptar a todo o tipo de escalas. Qualquer dúvida, estou por aqui :)

Por favor, por favor, por favor, cliquem nesta palavra.
E leiam as instruções!

O drama, o horror, a tragédia

                                                                                                                                                            Zooey Deschanel

E afinal não foi nada. Sentei-me, cheia de medo, já de discurso pensado e de mil acenares de cabeça programados, porque não, não tinha relido o texto, ou porque não, não tinha consultado centenas de fontes e afinal não foi nada. Bem, então disse-lhe para vir cá hoje para falarmos do capítulo que me enviou. Na realidade não há assim grande coisa a apontar. Gostava que incluísse mais citações, tente ver isso! E pronto, umas frases para explicar melhor o que quero dizer e 30 páginas para melhorar as referências bibliográficas (a chatice do costume). À parte disso foi só um aliás, você até tem uma escrita muito agradável, é uma escrita alegre. Lê-se muito bem, muito bem. Não custou mesmo nada. E um volta na volta desata é a fazer perguntas; muito interessantes por sinal, resta saber se tem as respostas. Pois que não tenho. Mas irei ter.

Uma pessoa assim até dorme melhor. 
Estava a ver que esta sexta-feira não acabava.
Tanto reboliço no trabalho. Tanta coisa com os meios regionais. Tantas ideias impostas e criatividade com timing. Tanta proposta. Tanta alteração. Tanta coisa para trás e para a frente. Tanto trânsito. Tanta correria para o carro. Tanta desculpa e pedinchar ao porteiro responsável pelo estacionamento porque faltava o cartão da escola. Tanta coisa para chegar a horas à temida conversa com o orientador. E no fim, fiquei à espera. No fim, não foi nada.

Ora então, bom dia

                                                                                                                                                                        Minka Kelly

Que hoje é sexta-feira e à tarde irei finalmente saber o que significa temos que falar vindo de um orientador. 

Há declarações que me deixam doente. E isso não convém nada!

Porque aqui não posso ter acesso a tudo. Ainda para mais se me lembrar de estar a morrer e os meses de vida forem poucos. É um ultraje pensar que posso vivê-los menos mal. E eu não estou para aqui com idealismos, que sei bem que com razão poderia queixar-se quem vive com o sistema de saúde dos EUA. Isso não significa que por existir pior nos devamos contentar com a mediocridade.

Estão aqui estão a dizer à população para mudar de hábitos, a ver se deixam de apanhar cancro e essas coisas. 

Greve de metro

Então e que tal vos soube um trânsito de (pelo menos) duas horas ao acordar? Não vos calhou na rifa? Sorte a vossa. Estou aqui que nem posso. Tivesse acordado às 10h00 e não às 7h00 o resultado teria sido o mesmo...

À procura de Nemo..ups, Diana


Por muito que eu seja uma romântica incurável e que me derreta com a maioria destas coisas, esta só me dá para rir muito. E é o momento gargalhada do dia!

No sábado, dia 15 de setembro conheci a rapariga da minha vida no Bairro Alto.! No meio da multidão trocámos olhares e com um gesto de lábios ela disse: apanha-me ! e fugiu por entre as pessoas.  Fui atrás dela e segui-a até ao Jardim do Príncipe Real. 

Para começar porque esta introdução me faz lembrar um perseguidor alucinado que já estava bêbado e supôs coisas. É certo que pelos vistos falaram a noite toda - e essa é a parte em que eu suspiro, porque conversas noite dentro é só das coisas de que mais gosto - e que ele ficou completamente apanhado. Daí a achar normal que ela lhe tenha dito que o desafiava, exatamente assim, a encontrá-la, vai um passo gigante. Uma coisa é aquele romance perfeito ao estilo Before the Sunrise e sequela. Outra é querer ser adorada à força toda. Que ele a encontre e que sejam muito felizes (até 14 de outubro, claro, que depois ela vai embora). 

Tarifa Familiar da Água

                                                                                                                                                           Modern Family

Em minha casa somos 5. Há alguns anos que usufruímos da Tarifa Familiar da Água, criada com o intuito de contornar situações injustas e desequilibradas na sua contabilização, nos casos em que haja muitas pessoas na mesma casa. Como é possível ler no site da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, e para quem não sabe, os escalões da água existem com o objetivo de penalizar um consumo excessivo da mesma nas casas, sendo ela tanto mais cara por m3, quanto maior for o consumo da habituação. Nesta equação, ficou esquecido que, por vezes, esse consumo é alto, não porque se desperdice água, mas pura e simplesmente porque existem várias pessoas dentro da mesma habitação. A APFN tem lutado contra esta discriminação sugerindo a adopção de tarifários que tenham escalões mas que avaliem o consumo per capita. Tarifários em que haja uma preocupação de justiça e equidade. 

No espírito desta medida, e para bom entendedor - corrijam-me se acharem que estou errada - mais pessoas a viver na mesma casa, com a mesma morada fiscal e pertencentes ao mesmo agregado familiar, justificam o direito a esta Tarifa Familiar da Água, certo? Foi criada por existirem mais pessoas dentro da mesma casa, ou não? Pois que não é bem assim, porque a ajuda não é de facto para quem precisa. Ao meu pai ontem explicaram que como eu faço o meu próprio IRS já não entro para esta contagem. Portanto, a água gasta em minha casa (continuo a lavar-me lá, imagine-se), já não me tem em conta. A minha família deixa de ser numerosa porque eu tenho outros rendimentos, o que, em linguagem fiscal, quer dizer que, como recebo ordenado, não tomo banho.

Assim sendo, uma medida que é criada para ajudar a gerir uma casa em que vive muita gente é na verdade completamente desvirtuada. O ano passado, o IRS do meu pai tinha o dobro do valor que tem o deste ano. O dobro. Aí tínhamos ajuda. Aliás, se formos mesmo mesmo ricos, daqueles que nem sequer precisam de trabalhar, se eu nunca me tivesse metido nisto de ter emprego e ficasse em casa a viver à custa dos meus pais, sem fazer descontos e sem existir na sociedade, tínhamos direito à Tarifa. Como terão, com certeza, algumas dezenas (centenas?) de famílias neste país. É que aqueles que estão bem ficam apenas menos bem no meio de uma crise. Nunca mal. Se fossemos mesmo mesmo ricos, daqueles que nem sequer precisam de trabalhar, tínhamos direito à Tarifa, porque aí sim, aí sim nos faria falta!

Não me lixem


Então mas agora querem ver que é crime interagir com os meios de comunicação? Lá porque a rapariga dá um abraço a um polícia, a meio da manifestação, já não pode aparecer em biquini numa revista? Vamos lá ver: se eu amanhã salvar a vida a alguém e depois aparecer na televisão para o relatar já o ato não tem valor? A pessoa deixou de sobreviver? Não me enervem. Não conheço a miúda de lado nenhum, e há algo no discurso dela que me parece forçado. Pode simplesmente ser porque é um mesmo algo que não estou habituada a ouvir nem aos 18 nem aos 80 anos. Toda a conversa da paz e amor no mundo, que cheira a decorada. Mas e nem que fosse. Não agiu? Não fez mais que todos os outros que agora lhe apontam o dedo? E não ficámos com uma foto espetacular do momento? Não me enervem. Então mas não faz sentido, que se ela realmente o fez com o intuito de ter um gesto de amor, que o explique? Que se o fez com o objetivo de passar uma mensagem, que a passe? Querem-me convencer que se fosse vossa prima, irmã, noiva, cunhada, amiga, colega, tia, sobrinha ou qualquer outra já não achavam tudo muito natural? Não me enervem. Ela tem 18 anos caramba, entrou na vida adulta, viu-se num palco mediático sem grande esforço e convidaram-na para continuar nele, pelo menos durante as próximas semanas. Agora ser pacífica e apregoar uma filosofia de vida diferente é sinónimo de ser burra? De não se deixar deslumbrar? De não querer aparecer? Isso faz dela uma vendida? Vir dizer o que pensa ao mundo, provavelmente numa oportunidade única na vida? Não me enervem. Não gosta de guerras, por isso não quer um trabalho como qualquer outro português? Nem com todas as teorias da conspiração do mundo, nem que a cena tivesse sido encenada - por favor - e que ela agora se estivesse a aproveitar. Teria sido uma cena com uma mensagem muito mais positiva, criativa e bonita do que as que por aí costumam circular. Uma cena que percorreu meio mundo e que lembrou que somos um povo que vai aos cravos e aos abraços, mesmo quando se espera que só aja pela violência. E isso é logo de criticar? Não há paciência. Não me enervem. Desde que saiu a VIP que ninguém se cala, que só dizem que agora é que ela estragou tudo, que é ofensa atrás de ofensa, comentário depreciativo à rapariga e à atitude. Por favor. Ainda bem que na fotografia com o polícia não se viu também o quanto o português é pequenino e só está bem a dizer mal. Não me ofendi minimamente com o mediatismo dela, e nem é isso que me parece anular o abraço em pleno momento de descontentamento. O que o faz, sim, são todas as mentalidades que insistem em torná-lo negativo. E é sempre assim. Somos sempre pelo que há de pior, mais desgraçado e corrupto neste país, e é isso que escolhemos enaltecer. Deve ser esse o mesmo motivo que explica porque que é que é o Pedro, pai e cidadão, a estar no poder. 
Não me lixem, que não me enervem já não chega.

Ainda tenho medo do papão #1

Este então é verdadeiramente assustador. No entanto, adoro a última frase do artigo, naquele tom em que apenas bastaria acrescentar um "burro" a seguir ao ponto final, com exclamação e palmas. Seguro, seguro, será para a próxima ir a pé, ou então não voltar a falar em público. Nunca mais.

Este tempo de Outono é muito difícil

Não só não sei o que vestir, como deixo de saber o que comer. Estou aqui a olhar para o relógio como o Sylvester olha para o Tweety, enquanto a barriga grita de fome. Mesmo assim, não consigo decidir-me. Não me apetece nada. Queria algo quente, confortável e não muito enjoativo, que se pudesse comprar aqui ao pé e trazer para o trabalho. Mas só há saladas (está frio gente), as sopas e as empadilhas do Celeiro - que tenho comido todos os dias (não estou a exagerar), todos os dias ao almoço, desde que vim de férias a meio de agosto - e a típica oferta de fast food. Queria algo assim mais para a canjinha, febras ou mesmo ovos escalfados com ervilhas. Em vez disso há soufflé de nomes elaborados com amostras de farinheira e qualquer outra coisa igualmente minúscula para que possa ser chamado de gourmet. Estou de gostos simples hoje, tão simples que só complicam. Ou porque os restaurantes à volta até podem ter solução mas não gosto do barulho, do sal a mais e do serviço, ou porque nada realmente me deslumbra na oferta, sobrando os sítios do costume, aqueles lá de cima, no texto. Às tantas lá se vai a hora de almoço e eu sem saber o que me apetece...

Frases temidas

Recebi um e-mail do meu orientador que diz apenas o seguinte: "Li as páginas que me entregou. Precisamos de falar". É mau, certo? Já estou desmotivada para o resto do dia. Não há de durar muito mas, para já, ninguém me aguenta. É como se um namorado quisesse acabar connosco e tivesse a decência de o querer fazer em pessoa. E com isto voltei a ter medo de abrir a caixa de correio e de ter correspondência dele. Antes, porque até a mera referência ao seu nome me lembrava de que estava atrasada, agora porque nunca parece trazer boas notícias.

Do exagero da noite

                                                                                                                                                          Jennifer Aniston

Já foram mentolitos, vapores, pastilhas para a garganta, xaropes e pomadas no peito. É oficial: estou com uma tosse que me empurra para a cova em modo lento. 

Vantagens de ficar sem carro (not)

Não sou grande fã de transportes públicos. Não me entendam mal, temos uma rede de metro melhor do que a de qualquer país europeu que eu já tenha visitado, os comboios são bons e os autocarros assim-assim. Na prática, estamos bem servidos e a poupança para o ambiente - tinha que vir esta conversa - é imensa. Mas poupar o ambiente gastando (não há outra palavra) uma média de mais 4 horas por dia em deslocações, uma percentagem do salário demasiado elevada - que quando comparada com o carro, não compensa - e alimentando a má disposição e a agitação diária, é coisa que não me apraz. A distância de minha casa ao trabalho não o justifica, porque sendo relativamente curta dentro do meu pequeno Kia, implica três meios de transporte diferentes, se por eles optar. 

É claro que há sempre um dia - sempre - em que nos telefonam da oficina e nos chateiam com qualquer coisa que obriga o carro a ir fazer-lhes uma visita inesperada. Parece que foi detetado defeito na série deste, obrigando-o a uma verificação, sob pena de perder a garantia se tal não fosse assinalado. E lá foi o branquinho para o médico, deixando-me apeada na margem sul. Pois que só hoje de manhã, consegui perder todos os comboios e metros de que me aproximei. Foi vê-los passar que era uma maravilha, com mochila do ginásio, computador, roupa e mala de mulher às costas, ombros, pés e quantos mais membros houvesse. Lá entrei no grandalhão da Fertagus para me sentar no primeiro espaço livre. Duas paragens à frente, meia a dormir, meia a rogar pragas à oficina, ouço entrar um senhor, com voz de quem vai pedir (daquelas roucas que ouvimos no metro e que começam com um tenha a bondade de me auxiliar). Eis que, para minha surpresa, e de todos os outros passageiros, o homem começou a estender-nos os dedos, para um aperto de mão, enquanto nos desejava um bom dia e um resto de boa semana. Quando parou na minha, recitou-me a quadra de um qualquer poema que me lembro de um dia ter ouvido, sorrindo e demorando-se nos votos para uma vida feliz. Ainda o ouvi às adivinhas a uma criança à frente: como se chama o animal que tem os pés na cabeça? O piolho! ou "x" escreve-se com c-h?

Foi bonito. E foi uma lufada de ar fresco, daquelas que nunca teria entrado pelas janelas do meu carro. 

Que medo

Os primeiros, ignorei-os. Mantive-me impávida e serena, como se nada fosse. Mas este relâmpago, este que foi o mais estrondoso, com mais luz, mais perto e mais imponente de todos eles, obrigou-me a estremecer e a prestar-lhe atenção. A casa toda acordou. Os corações pararam por milésimos de segundo. Lá no sótão, o tecto pareceu querer cair e, no escritório, a janela aberta permitiu o ricochete no computador que logo se apagou. Ainda por recompor do susto e lá vem um segundo, com a mesma intensidade e um mesmo despertar, provavelmente, de toda a cidade. Faltou a luz. O trabalho foi ao ar. Assim não vou conseguir dormir, bolas! Parece que algo me vai sair do peito. Posso dizer que nunca vimos, ouvimos ou sentimos nada assim, do alto dos nossos cento e sessenta anos juntos. 

E se tudo o resto falhar...cake pops!



Não costumo gostar de receitas que me obrigam a esperar. Se pensar bem, e nem é preciso muito esforço, não sou grande fã de esperas em geral. Mas fazer cake pops é uma das coisas mais divertidas de sempre, mesmo com todos os intervalos para arrefecer. O bolo esfarelado do recheio é qualquer um que apetecer...até aquele seco, que ninguém come, ou o que correu mal e ficou feio ao sair do forno. A cobertura é à vontade do freguês e os enfeites idem. Basta alguma paciência e uma dose gigante de vontade e criatividade et voilà, não há como correr mal! Estes são de bolo de mousse de chocolate com côco por dentro, e gelado - para se conseguir fazer a bola -, e a cobertura de mais chocolate com nata e extracto de baunilha. Garantido: uma dentada e o mundo cai-vos aos pés. Cura ressacas, doenças, amores não correspondidos, discussões, dores de cabeça e, sobretudo, mau humor. Podiam perfeitamente ser de limão com queijo e amêndoa, ou morango com pistáchio e chantilly, mas são do que havia na despensa e, diz quem já provou, que é bem bom!

Para amolecer corações




130 gr de bolacha digestiva com uma colher de sopa de manteiga (sem sal) derretida
2 pacotes de natas com uma lata de leite condensado e 5 folhas de gelatina transparente
250 gr de chocolate para culinária derretido com meia caneca de leite 
amendoins triturados
côco ralado 

Os primeiros para a base, que deve ir ao frigorífico enquanto se trata do resto. As natas (bem frescas, com umas gotas de limão e uma pitada de sal) batem-se que é uma maravilha. Juntar o leite condensado. As folhas de gelatina (depois de amolecidas em água fria e derretidas ao lume) misturam-se com o creme branco conseguido. Volta tudo a ir ao frio até estar sólido o suficiente para a cobertura. No fim, basta derreter o chocolate em leite (podem juntar 3 a 4 colheres de açúcar se for muito amargo) e juntar os amendoins, tudo num tacho bem quente. Verte-se o preparado por cima da tarte e atira-se para lá o côco ralado.

Perfeito para comer a dois, embora satisfaça os desejos gulosos de toda uma família. 

Eu trabalho perto do El Corte Inglés, está bem? Sem julgamentos

Compras à hora de almoço. Ligeiramente folgados, mas nada que uma palmilha não resolva. 

"Não à procrastinação" também podia ser o slogan do atual governo

E hoje foi chegar a casa, trocar as sabrinas vermelhas pelos ténis brancos, beber um copo de leite e sair para a rua. Uma hora e meia depois, de exercício feito e de duche tomado, o sentimento de produtividade permanece. Este é daquele tipo de cansaço bom, que traz com ele a vontade de comer qualquer coisa, agarrar no PC e tranquilamente, sem muita chatice, produzir mais um bocadinho. Depois, é ver um episódio da série do momento e dormir, que amanhã o dia volta a nascer de noite. 

Nasci para riscar!

Faço-o com uma pinta! Menos dois na to do list
Logo já se renovam as tarefas para os próximos dias. A cumprir, obrigatoriamente, sem desculpas e com tudo o resto pelo meio. 

Escolhas matinais

Uma das coisas que realmente (me) ajuda ao foco é uma boa música. Várias, melhor ainda. Talvez por esse motivo não consiga correr sem  playlist, ou fique danada quando tenho de trabalhar sem phones porque me esqueci deles no carro. Hoje, partilho convosco uma das minhas mais recentes descobertas, para ouvir com o som - pelo menos - em volume médio:

Yes I Can

                                                                                                                                                                      Angelina Jolie

A única e real forma de inspiração é com muita transpiração. Lembro-me perfeitamente do secundário, quando achava que tomar um banho à meia-noite, em véspera de um exame, me dava sorte. Na realidade, o que me ajudava era ficar a rever a matéria até lá, muito certinha e sem pressas, relaxar sob a água quente e deitar-me perfeitamente descansada, de consciência tranquila. Tinha daqueles sonos que já não me lembro de ter e dormia em paz, sem dúvidas ou interrogações. Agora, está definido - em nome da produtividade e da sanidade mental - que até às 22h00 é horário de trabalho, depois: chichi, cama. Até à meia-noite é coisa de garota, com energia e sem discursos de velha quando ainda vai nos vintes. Só assim é possível um dia que começa às 6 da manhã e uma cabeça limpa, pronta para os desafios que sempre aparecem. Bem, assim e com uma agenda que tenho que comprar urgentemente, daquelas escolares com direito a horário rígido para planear o dia (pois sim, está-se mesmo a ver que vou cumpri-lo).

Até 17 de novembro, todos os dias parecem menos um, mas estou em modo Obama, com ou sem horários, com ou sem disciplina, com e só com muito esforço e vontade.

Desabafo pré-outono

Sei que o verão acabou quando dou por mim a pensar na passagem de ano. Nem praia, nem sol, nem tardes à beira da piscina - muito embora ainda venham por aí uns diazinhos de férias. Em vez disso, estou mais numa de fins de tarde, passeios pela cidade, corridas ao amanhecer e espreitadelas a botas e casacos, pelas montras que só fazem pensar no inverno. Esta coisa do regresso ao trabalho e do poder de setembro, é realmente impressionante. Mesmo para quem só agora vai gozar os dias quentes. O pensamento é: trabalho, trabalho e trabalho. Valha-me a folga da próxima sexta-feira para (re) descobrir Lisboa e um novo fim-de-semana para assentar. Até lá, os dias dividem-se entre escritório e escola, que a entrega da dissertação conseguiu ser adiada (milagre!) mas o meu orientador, que tem uma paciência dos diabos, fez-me jurar que desta é de vez. Jura? Lá tive que responder que sim, que estou mesmo empenhada e que é para acabar até novembro, sem falta. O que ele não sabe é que mortinha por a mandar às urtigas estou eu, já que com a fraca produção de resultados tem-lhe sido difícil acreditar que tem havido esforço. Disse-me que ia confiar em mim, porque tinha ar de boa rapariga. Agora, nem pensar em desapontá-lo. Resta-me saber muito bem como o vou fazer. É que faltam menos de dois meses e é precisa uma dose monstruosa de organização. Estou a tentar, estou a tentar...!

Ao menos a parte teórica está entregue. Volta setembro, e voltam as queixas do mestrado. 


Tenho duas teorias

Tenho para mim que o sono e a fome ou, por outra, a preguiça de acordar e a gula, são farinha do mesmo saco: quanto mais se exercitam  mais querem ser exercitadas. 

Ai é (era) domingo? Ou de como não me apetece falar de política



Cheesecake de Nova Iorque, de Marcus Wareing, com compota de morango - e os próprios - por cima.

VOGUE FNO 2012







Se te apanho sábado, nem acredito

O dia começou de noite, a tarde só terminou às 12 badaladas e a noite ainda está por começar. Tese, evento e proposta. Valham-me as bebidas energéticas! Sim, já sei que fazem mal, (des)larguem-me da mão.

E se eu para o ano vos vier aqui dizer, toda pseudo-animada e de sorriso rasgado, que vou à FNO em trabalho, atirem-me para um poço, de mãos amarradas e boca tapada, com tecido aos buraquinhos e vão-me dando água por um regador, até a noite passar. Tudo perde o encanto quando passamos o tempo preocupados. 

Mais vale unidos II: Estamos numa de partilhas


À autora, e apenas a ela - não confundir com outras sugestões  mencionadas no texto para a mesma ação - uma vénia:

Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?

Estive à beira da morte e nem dei conta

                                                                                                                                                                                                 Mila Kunis

Pois que ainda há uns minutos, saída do carro em direção ao escritório, parei num sinal vermelho (para os peões) e esperei que abrisse. Vinha com um colega que encontrei no parque, sem pressas e na conversa, a horas mais do que suficientes. Na realidade, era suposto ter saído cerca de trinta minutos antes de casa, já despachada. Mas aguardei, fiquei na ronha depois de ter despachado tudo o que eu queria e deixei-me estar no sofá, a ver as notícias do dia. De outra forma, não teria chegado ao mesmo tempo do que ele. 

Eventualmente, o sinal ficou verde. Olhei para os lados e comecei a ver toda a gente a atravessar. Tinha o cabelo à frente do olho direito, porque o risco está para lá e, numa fração de segundos que agora me parece uma eternidade, olhei para o chão enquanto o desviava da vista. Um condutor, completamente inconsciente, dentro da sua maquineta a uma velocidade completamente imprópria para a Praça de Espanha, avançou mesmo não sendo a sua vez. Senti um braço puxar-me - o do meu colega - e só quando dei um passo atrás (obrigada) me apercebi que teria levado com o carro em cima, se assim não tivesse sido. Estava a escassos centímetros de mim, tão perto que lhe vi os detalhes dos pneus.

O que não vi, e queria ter visto, era uma luz branca, um filme da minha vida com os momentos que me foram  importantes, um sinal divino do que era suposto fazer daqui para a frente. Nem sequer me apareceram os rostos das pessoas de quem gosto. Não tive nenhuma epifania. À parte de um susto que nem o chegou a ser, nada mais aconteceu. Posto isto, estou desiludida. É que eu podia ter morrido, a sério que sim. Não era velocidade para fazer apenas moça, nem distância para não me atirar pelos ares. Estou chateada, com o estupor e comigo, que sei bem que sozinha teria ido desta para melhor. Mas estou ligeiramente irritada, nervosinha e piursa assim assim por não ter servido para nada. 

Bom dia!


Às vezes as horas (habituais) do dia não chegam para tudo. Por isso acordamos ainda de noite e começamos o trabalho com a casa ainda em silêncio, a energia que faltou na madrugada e o raciocínio limpo. Perfeito.

Nessas alturas, pergunto-me (muito) quando deixei de achar que acordar com o sol era má ideia e fico com saudades desses tempos que, para voltarem, basta apenas querer. Porque é que a disciplina é associada a uma coisa chata e má quando, na realidade, é meio caminho andado para fazermos tudo o que queremos e sermos felizes?

Mais vale unidos


Por muito que fale, que escreva, que barafuste e que tenha as melhores teorias, filosofias e ideias do mundo, chega um dia em que as palavras não são suficientes. E quem me dera que fossem! Quem me dera viver num planeta em que as guerras fossem decididas pela escrita, pela a argumentação verdadeira e por um bom - não, um grande - discurso. Mas as guerras são decididas pelos mais fortes (não de espírito) e apenas para que eles saiam vencedores de um conflito que mais ninguém quis. Estou muito cansada que outros continuem a decidir o meu futuro sem me pedir opinião. Portanto, e porque já não basta falar, escrever, barafustar e ter as melhores teorias, filosofias e ideias do mundo, no próximo sábado saio à rua com os (espero) mais de 32 mil já confirmados para me acompanharem. 

Nos últimos dois anos, este blogue registou, em meses afortunados, um máximo de 22 posts. Ainda setembro vai a meio e já estamos nos 23 (ainda que micro). Querem ver que é agora que o post-it amarelo volta a ser o que era? Vai-se a ver e já estamos a caminho do quarto de existência. 

Incompetência nasal

                                                                                                                                                                                           Kirsten Dunst

Venho aqui confessar-vos uma coisa que, dependendo do vosso espírito mais ou menos maquiavélico, vos poderá alegrar ou não o dia: não me sei assoar. Nunca soube, não faço qualquer som. Encosto o papel ao nariz e tento deitar ar para fora, aperto-o até estar pisado e deixo-o vermelho, de tanto o esfregar nos guardanapos. Sim, guardanapos, porque, como não me sei assoar, nunca ando com lenços de papel na mala. A modos que passo o dia a fungar e a dar cabo do juízo das pessoas à minha volta. 

Kit constipações

O que é que uma pessoa faz quando se aproxima um dos melhores eventos do ano?

                                                                                                                                Jennifer Aniston por Peggy Sirota

Se a pessoa hipotética introduzida no título de forma misteriosa for, na realidade, nada mais, nada menos, do que eu, fica doente. 

Tenho tantas saudades de correr


Que só mesmo um nariz cheio de ranhoca, daquelas que já se sente na boca e faz dores de cabeça, me fará ficar na cama amanhã de manhã. Ainda por cima tenho playlist nova à espera. Torçam por mim.

Adenda: Não só o nariz não melhorou como estou tão, tão entupida que se não ressonei estilo monstro do loch ness toda a noite é um verdadeiro milagre. E aí, podemos estar tranquilos, porque se isso aconteceu, mais facilmente irei ganhar o euromilhões e este país sair da crise com uma perna atrás das costas.

Festa do Avante - Versão Política


A verdade é que há verdades sem cores ou partidos, e Avante também é isto, independentemente do grupo político a que está ou não ligado. Avante é apenas para a frente, com muita gente cheia de vontade.

O Pedro e o José

                                                                                                                                                                Audrey Tautou

Sobre este artigo.

A atitude, seja ela qual for, é sempre um melhor caminho a seguir do que o da inércia. Acredito piamente nisso.
Tal não quer dizer, contudo, que ache racional, ou sequer eficaz, aguardar que o Pedro, cidadão, pai e PM, lhe peça para voltar a comer. Porque o Pedro não lhe vai dar emprego, nem precisa que o chamem à atenção para esta realidade. O Pedro sabe muito bem o que está a acontecer com este país, com os seus reformados, desempregados e jovens. O Pedro, provavelmente, até tem insónias, mas tem também pequeno-almoço servido à mesa no dia seguinte. E não serão cereais do Lidl. O Pedro está desgostoso, mas as pessoas estão desesperadas. 
Não concordo, nem condeno o José. Mas vejo-o com dois braços e duas pernas, com alguma criatividade e vontade de mudar algo, de fazer algo. Este é o seu tipo de protesto, pacífico, nas palavras do próprio. Mas e quando acabar? Os pais deram-lhe tudo, com certeza não foi esperando, com horário definido, no chão de uma qualquer rua, que alguém os empregasse. Há por aí muita loja e café a pedir ajuda. Não é justo que se o faça quando se é designer de comunicação? Não, não é. Não vejo um pingo de justiça nisso e fico triste, revoltada e zangada com o mundo por saber que há por aí tanta, tanta gente nesta situação. Tantas pessoas com o meu sangue, no meu país. Mas os pais do José são também essas pessoas, e nada de bom vem de uma mesada contínua aos 28 anos. Há alternativas. E no meu dicionário, alternativa é só um caminho diferente, e não um caminho melhor. Talvez por isso nem todos as queiram e enquanto o fazem, lá vão privando outros (pais) de as ter. 

Tenho mesmo que sair da cama?

Como é que com um tempo tão feio o site da meteorologia insiste em prever 30 graus? Não terão aberto as janelas dos observatórios?

Festa do Avante - Versão cultural

Dúvidas blogosféricas

Porque é que de repente está tudo louco com a versão Zara dos Isabel Marant quando a Stradivarius e a Bershka têm uns quietinhos, nas prateleiras, sem grande agitação, à espera de fazerem alguém muito feliz? Este é daqueles dilemas que quase que me tira o sono!

                                                                                                                                                                                  Bershka e Stradivarius


                                                                                                                                                                                                 Isabel Marant

Adenda: O meu querido J fez um reparo muito importante - A Blanco também tem uma versão dos ténis mais famosos do momento, em pelo menos três tons e com tachas.
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