E como se não bastasse, hoje ainda é noite de óscares

                                                                                                          Mila Kunis

Fevereiro foi mês para pôr as ideias em ordem e definir o que aí vem. Não tenho tido muito tempo para nada e, provavelmente, será assim até Junho. Talvez por isso tenha criado um Facebook para este blogue. Não é, de todo, a mesma coisa - sequer parecido - mas é a única forma de manter esta ideia viva durante um período que se avizinha de ausências prolongadas. E não é que não possa, que não tenha dois minutos (ou meia hora, conforme o estado de espírito e a necessidade de escrever), mas ando mentalmente exausta e com mais necessidade de aproveitar esses momentos para olhar para o tecto. Para desfrutar do silêncio e da companhia dos meus pensamentos. Para ouvir a minha respiração. Para sentir o corpo pesado e ficar assim, até os olhos cederem à vontade de fechar. 

Inevitavelmente, este teria também que ser o período em que mais coisas me apetecem fazer. É sempre assim. Mais ou menos como quando queremos comprar roupa: só há coisas giras nas lojas quando não temos dinheiro. Estou comprometida com um mestrado que decidi levar adiante, que me sai do bolso e do coração, todos os dias. Mas o tempo não parou porque o faço. As ideias, a vontade, a maturação de projectos antigos começam, antes, a explodir cá dentro, a querer gritar e ganhar expressão. É uma discussão constante entre a razão e o desejo de começar já a pôr tudo em prática. E quando é o assim, quando começo nesta luta interna, sei que, mais tarde ou mais cedo, a emoção vence. Quando quero muito uma coisa acabo por a fazer, nem que isso signifique muitas noites sem dormir. Caso contrário, a ansiedade que a espera provoca leva-me as noites de sono. Assim como assim, já todos percebemos que vou passar os próximos meses acordada. Que seja por uma boa razão.

Portanto, e mesmo começando devagar, sem muitas pressas ou expectativas (oh, o controlo das expectativas...!) conto ter novidades já no início de Abril. O projecto já tem nome, em breve terá também forma. 

Vamos lá saber:


Quem é que ainda não passou por aqui?

E só para encerrar o assunto...



Gosto muito deste vídeo. Do discurso à paisagem.
É como se os contos de fadas também fossem possíveis, e em português. Mesmo sem finais felizes.

Ainda posso falar do Dia dos Namorados?


Bem sei que passou uma semana, mas o meu calendário não tem funcionado ao mesmo ritmo que o das restantes pessoas. Para dizer a verdade, ainda me parece ser o segundo dia do ano. Voltei agora do Estoril e estou prestes a ir almoçar a casa da minha madrinha, embora sejam cinco da tarde. Ainda estou nesse dia, e nem sei bem como sair. As semanas, contudo, insistem em passar e Março já aí espreita sem que eu tenha dado pelos dois primeiros meses. (Março, com o acordo ortográfico, que eu fiquei de implementar por aqui, perde o direito a maiúscula). 

O ano passado fiz uma birra por não ter programado o Carnaval a tempo. Este ano, só hoje me apercebi, de facto, do que estava a acontecer à minha volta. Podia culpar a tese, mas é a ideia de a ter de fazer que mais tempo me ocupa. Muito mais do que, realmente, fazê-la. Procrastino durante o dia e acordo a meio da noite, assustada e ansiosa porque tenho coisas em atraso. Mas isso é conversa para outra altura, que o que aqui me trouxe foi Valentim e as nossas pessoas. Mais as nossas pessoas do que ele. 

Talvez por andar ausente e numa daquelas fases em que vemos a vida passar, em vez de passarmos por ela, consigo espreitar, de fora, e reparar, mais do que normalmente, na quantidade de vezes que nos queixamos. E não quero com isto dar razão a senhor primeiro-ministro, essa figura de saber e clareza indiscutíveis. Mas somos uns queixinhas. Pior, somos resmungões, deprimidos, desconfiados e constantemente descontentes. Não sabemos sorrir sem pensar que não há motivos para o fazer, que o país está em crise, que a vida está difícil ou que o dinheiro falta na carteira. Pois que assim seja, que continuemos a maldizer tudo e todos, que nos firmemos como críticos sem soluções e que não saibamos ser felizes. Portugal parece-me, todos os dias, um bocadinho mais cinzento, e nem é do tempo. Se é Natal, é porque o Natal perdeu todo o seu propósito e é uma festa comercial. Se é Passagem de Ano, é porque não há razão para que se celebre um começo que ocorre a cada 12 meses. O Dia dos Namorados existe para que se vendam cartões cor-de-rosa e o Carnaval, nem me deveria atrever a mencionar essa festa disparatada e sem qualquer razão de ser. E é claro que eu, fã de todas elas, olho para o que escrevo e reflicto sobre o quão louca deverei ser. Cor-de-rosa sou eu, caramba; é lá normal ver o lado positivo de uma celebração! 

Parece impossível, mas passei o dia 14 a ler críticas destrutivas e rancorosos sobre o mesmo. Esse é o tipo de discurso mais comum, ocorre em 90% dos casos. Os restantes vivem de uma segunda versão, complacente e preocupada com o bem-estar dos casais comuns, a do eu-compreendo-que-haja-pessoas-que-precisam-de-uma-data-para-serem-românticas-porque-nem-todos-podem-ser-como-nós. Não sou  fanática pelo Dia dos Namorados. Não ando doida à procura de uma prenda, nem acendo todas as velas que tenho em casa. Não me encharco em chocolates em forma de coração, nem em quaisquer outros, para ser sincera. Tenho, todavia, um grande carinho pela data, não porque precise dela para ser feliz, mas porque o seu assinalar no calendário me parece ser uma das mais bonitas ideias de todo o sempre. Estou tão cansada da conversa do "é Natal todos os dias" ou do "sou sempre tão espectacular com o/a meu/minha namorado/a" que nem sequer o consigo exprimir sem fazer caretas e me contorcer no sofá. Mas quem - expliquem-me devagar e como seu eu fosse uma criança - quem é que meteu na cabeça que tudo o que é data comemorativa existe única e exclusivamente para que os seus propósitos sejam celebrados só e nesse dia? Quem é que espalhou essa ideia triste e limitativa que nos faz olhar para os dias como se de um complô dos mercados se tratasse? E nem que assim o fosse: porque é que não conseguimos, simplesmente, aceitar que a existência de datas específicas que honrem ideias felizes ou situações heróicas e sonhadoras (como a de Valentim) possam ser uma coisa positiva? Quem é que no Dia da Criança vem discutir que não precisamos do 1 de Junho para saber que existem crianças, porque elas assim o são durante o resto dos dias do ano? Não costumo ouvir disso com tanta frequência.

O Dia dos Namorados passou e o seu encanto também. E a razão é muito simples: o português não se quer deixar encantar. Não sonha, não vive, não abre os braços de manhã para mais um dia ou sorri para o sol. Para quê? É muito melhor queixar-se dos restaurantes que estão cheios ou dos floristas que lucram. E qual é o grande problema? Pois que o fazem todos os dias, casais perfeitos e imaculados: mas poderão dizê-lo que quando o fazem sabem que os outros casais que estão à vossa volta se juntam com o mesmo objectivo de celebração da força do sentimento que os une? Quantas vezes poderão olhar para o lado e perceber que os pares que vos rodeiam deixaram de parte o cansaço do trabalho e fizeram questão de sair porque o que têm importa? Não que precisemos de fazer algo assim, eu não faço. Mas faço muita questão de estar com ele, de olhar para ele e de saber que estamos juntos e bem em mais um dia de São Valentim. Porque, correndo o risco de tornar este último parágrafo ainda mais piroso, embora não precisemos que nada nos lembre do que temos - somos todos invencíveis e muito bons - talvez precisemos de uma data que nos faça pensar, em conjunto, em grandes gestos, grandes paixões e grandes momentos de romance. É que a vida é feita de pormenores, mas, às vezes, todos precisamos de ser maiores. 

Já é um blogue moderno!


Rapidinho, assim só para dizer que já estamos no Facebook e que quem não for gostar da página é um ovo podre. Mais novidades para breve. 

Lou's Nails - Passatempo "Surpreende o teu Valentim"

Em véspera de São Valentim, chega ao Post-it Amarelo o passatempo mais feminino de sempre. Porque não há data para um momento mais especial, ou uma noite de romance, mas o calendário teima em assinalá-la, a Lou's Nails quer presentear uma leitora (ou um namorado jeitoso com uma prenda em atraso), com uma sessão de unhas de gel ou gelinho, consoante o desejo da feliz contemplada. 


A Lou é uma miúda bem-disposta e com muito jeito para ressuscitar e descobrir unhas fantásticas nas mesmas mãos que lhe chegam desidratadas, baças e sem vida. Tem uma paciência de outro mundo para explicar todo o processo e responder às mil e uma questões que as chatas, como eu, tendem a colocar-lhe. Se ainda não experimentaram, é uma boa e segura primeira aposta; e se já são fãs do processo, aconselho-vos a conhecê-la. Os preços, bem mais competitivos que os praticados nos grandes grupos de estética e salões de cabeleireiro, e a simpatia característica, aliada ao bom resultado final, fazem-nos querer voltar mais vezes. Criou, recentemente, a sua primeira página de Facebook, onde divulga os seus trabalhos e contorna a crise com a qualidade em que acredita. 


As unhas de gel, ou gelinho, são mais resistentes e duradouras do que as que conseguimos com recurso a um simples verniz. Mantêm-se sem uma única falha durante semanas e ganham um brilho deslumbrante. Mais ou menos curtas, redondas ou quadradas, com camadas maiores ou menores, tudo é ajustado e feito de acordo com o nosso agrado. Podem até ser desenhados uns corações na ponta, se estivermos para aí viradas. Ansiosas por saber como participar?

É muito simples:  para a Lou, todos os dias são bons dias para surpreenderem o vosso Valentim. Por isso mesmo, a data para o fazerem não será definida por ela. Amanhã, ou daqui a uma semana, é a vossa vontade que o irá ditar. Juntamente, claro, com 4 pequenos pormenores. 

1- Tornarem-se seguidores deste blogue;
2 - Tornarem-se fãs da página da Lou no Facebook;
3 - Convidarem uma amiga a conhecer a página dela;
4 - Deixarem um comentário neste post com o vosso nome e o nome da amiga que se tornou fã da página.

O passatempo termina quando a página de Facebook da Lou atingir os 200 fãs.Quanto mais pessoas trouxerem, mais rápido conhecerão, por isso, os resultados. O vencedor será descoberto de forma aleatória, via random.org e terá 30 dias para usufruir do serviço, bem no centro de Lisboa, junto à Avenida António Augusto Aguiar. De que estão à espera?

Fragmentos

                                                                                                     Angelina Jolie

A tia deixou o desafio no ar. E eu, que não ponho os pés neste blogue há tanto tempo que é uma vergonha (uma semana no espaço digital é pelo menos uma década), volto hoje com as respostas, entre outras novidades e desabafos para outros posts. Comecemos pelo princípio, que fica sempre bem:

1 - Nome da minha música favorita?
Depende dos dias e do estado de espírito. Ou do estado de espírito com que quero ficar. 
Gosto muito desta: Stateless - Bloodstream e desta: Clã -Tira a Teima

2- Nome da minha sobremesa preferida?
Mousse de chocolate de after eigh

3- O que me tira do sério?
Só consigo resumir desta forma: as pessoas. Falta de educação, respeito e estupidez em geral.

4- Quando estou chateada?
Sou muito de mini fúrias, mas quando estou realmente chateada fico calada e quieta.

5- Qual o meu animal de estimação favorito?
O cão! Quanto maior, melhor.
Fica mal dizer que detesto gatos?

6 - Preto ou branco?
Preto na roupa e branco na vida.

7- Maior medo?
Do escuro.

8-Atitude quotidiana?
De superação, de mim.

9- O que é perfeito?
Quase todos os tipos de chá. E de abraços.

10- Culpa?
De 90% das mini fúrias.

Sete factos aleatórios sobre mim:
1- Cozinhar e escrever são exercícios de relaxamento;
2- Escolho a cor da toalha de banho consoante o que preciso para o dia: branco para paz, verde para sorte, amarelo para boa disposição ou vermelho para bons relacionamentos. Depois de me vestir, já não me lembro de nada disso;
3- Não gosto de café;
4- Perco-me com muita facilidade. Não tenho memória visual ou qualquer sentido de orientação;
5- Tenho, frequentemente, um soluço. Apenas um, e quase sempre alto;
6 - Ainda acho que a vida pode imitar os filmes;
7- Acredito que poucas coisas acontecem por acaso.

Obs.: Vou saltar as regras e deixar que agarre o desafio quem o quiser. Pensar sobre pequenas partes de nós é mais engraçado do que à partida possa parecer, por isso fico à espera de as descobrir, em cada um de vocês.

O último lamúrio


Ando às voltas com a tese, mais do que gostaria. Escolhi daqueles temas que não lembram ao diabo, mea culpa. Passo o sábado a dizer que vou pegar nos livros para aproveitar o descanso semanal ao domingo. 
É claro que nada disso acontece. O sábado é que passa por mim e do domingo só me lembro quando o sol já não entra pela janela. Abro um word, timidamente, e fico a olhar para a página em branco. Deito mãos ao trabalho, ou ao teclado - como preferirem, e quando paro está tudo tão enrolado que não me permite lembrar como lá cheguei. Quero uma escapatória e um deixa para amanhã. Mas não pode ser. E não é pela procrastinação do costume. É porque esta é a minha tese e merece mais entrega. Quero uma coisa bem feita, porque só assim vale a pena fazer. Mas não sei, de forma nenhuma, de pernas para o ar, de lado ou de frente, como desembrulhar toda a embrulhada em que me meti. Preciso de encontrar a minha linha recta para a seguir até ao fim. E para já, tenho andado às curvas e aos tropeções e, quase sempre, para trás. 
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