Quase Dezembro e quase deserto


Não há nada melhor para o trânsito de segunda-feira do que um feriado à terça.

Let it snow, let it snow, let it snow

Sei que o Inverno chegou quando estou de pijama polar e robe vestido e mesmo assim a minha mão direita congela enquanto mexo no PC. Luvas, collants, botas e casacos está na hora de mostrarem o que valem! Se aqui dentro é assim, lá fora não deve estar fácil...


Menos de um mês para o Natal :)

Faz acontecer




O amanhã está cheio de possibilidades porque sabemos que hoje ainda podemos sonhar. O momento é agora.

Ei-lo


Depois de uma busca matutina intensiva pela Internet, eis a minha selecção, por 379€: Asus Eee PC 1005HA-H Seashell. Que vos parece? Relação preço-qualidade aprovada?
Quero assim mesmo, em branco para ser diferente.

Ai estou de folga? Então mas e se...

Ontem fiquei em casa a descansar. Não, não estou doente, a minha superior é que é uma querida. Redigimos e pensamos todo um boletim durante imenso tempo, porém, na recta final, já pouco depende de nós. O trabalho tinha chegado àquela parque chata em que ficamos a olhar para os paginadores. Ela achou que para isso bastava uma pessoa. Deu-me o dia e eu aproveitei para ir ver o 2012 ao cinema. A propósito, gostei do filme, mas tinha gostado ainda mais se não fosse uma cópia d´"O Dia Depois de Amanhã", em versão "temperatura alta".

Continuando...

Fiquei em casa a apreciar a manhã na cama e a tarde tranquila. Não fiz nada do que achei que ia fazer por ter um tempinho livre; é o costume. Soube bem. E agora, perguntam vocês, porque é que eu acho relevante fazer um post para dizer que estive em casa, sem que nada de especial tenha acontecido. E eu, simpática, respondo: há mais nesta história do que aquilo que estou a contar. Vamos recuar um bocadinho, até uma conversa mais ou menos assim:
A.: M., amanhã podes tirar o dia para ti, aproveita para descansares!

I.: Não vais levar a M. contigo para a empresa do paginador?

A.: Eu não, coitada da rapariga, que tortura. Já eu não estou lá a fazer nada. Não são precisas duas pessoas para olhar para o trabalho dos outros.

I.: De facto, tens razão.

(...)

A.: M., fica então combinado, vou avisar o chefe, amanhã aproveita por mim. Sempre ficas em casa não é?

M.: (enquanto a razão tentava avisar a boca que ia sair um tremendo disparate): Se quiseres, posso ir contigo na mesma!

Escusado será dizer que se marcou tudo para eu ir com a A. Ela, querida (já tinha dito que era uma querida?), achou que eu não tinha que acordar cedo e disse-me só para aparecer à tarde. Eu, em casa, já muito arrependida e com toda a gente a chamar-me nomes feitos enquanto gozavam o prato, lembrei-me de lhe mandar uma sms para ir trabalhar antes de manhã. "Ao menos ficava com a tarde livre", pensei, sentindo-me subitamente inteligente por não estar a estragar tudo. Claro que a super querida da A. respondeu algo como: "Tira mas é o dia, aquilo é aborrecido!". E eu, à segunda, já não disse que não.


A minha mãe sempre me disse que quando não sabemos o que dizer mais vale manter a boca fechada. Lesson learned.
Obs: Todas as perguntas a propósito do post anterior foram respondidas na pop-up dos comentários.

Agora já não há nada que me impeça

Estou tão viciada que tive que me obrigar a desligar o PC para não ver nem mais um episódio enquanto não arrumasse o quarto.

Contornando os obstáculos

Não há quem consiga acordar cedo e fresco com um tempo destes. Eu, pelo menos, não consigo. O despertador toca e je engonha. Fico na cama o máximo de tempo que posso, que é como quem diz, até já estar tão atrasada que me levanto de um pulo e me despacho num instante. Acabo por sair de casa à mesma hora, a rotina é que se torna menos demorada. Ora, num dia bonito como o de hoje, cinzentinho e cheio de chuvinha, eu pergunto: para quê a pressa?

Num percurso de 20minutos passei por três acidentes de automóveis, sendo que dois deles me pareceram graves. Refiro, claro, 20 minutos normais, que hoje foram algo como uma hora e meia. Parece que as estradas param quando cai uma gota de água. Mas tudo bem. Estou atrasada? Sim. Tenho sono? Sim. Quero voltar para os cobertores? Sim. Onde é que eu estou? A caminho do trabalho e não há nada que possa fazer para mudar isso.

O rádio acompanha-me por momentos, até a minha cabeça ir parar longe, a um sítio diferente e onde toca outra música. Só as buzinadelas me acordam e me lembram que sim, é verdade: todos nós nos desiludimos. Há pessoas com carácter e gente sem ele. E mais uma vez, não há nada que se possa fazer para mudar isso; porque há coisas que não se conseguem mudar. Vai-nos aparecendo uma e outra, ao longo da vida, e há alturas em que não podemos se não lidar com a situação, como com o trânsito, esperando que passem e nos deixem seguir em frente. Isto quando não temos que ser nós a desviar-nos, porque quando o caso é grave, mais vale ligar os 4 piscas.

Tecla por tecla

É Novembro e está a chover. As pessoas continuam a vestir uma t-shir debaixo de um casaco fininho, enquanto se passeiam pelos centros comerciais cada vez mais cheios. No Almada Fórum há uma pista de gelo onde as crianças dão pequenas quedas e se levantam, logo de seguida, prontas para mais. Há um Pai Natal também, perto de um cenário colorido e de uma ajudante com umas botas brancas que quase lhe chegam à cintura. A baixa de Lisboa já tem luzes. Hoje é domingo e é um domingo com tudo para o ser: preguiça, pijamas, mantas e o som do Outono lá fora, que cai em gotas e bate no telhado. Já fazia falta.

É Novembro e está a chover. Comem-se castanhas assadas e calçam-se as pantufas. Daqui a pouco vem o último mês e acaba 2009. O balanço do ano deixo para mais tarde, para a nostalgia da úlima noite, cheia de esperança num novo começo. Para já vou pensando sim, não no que ficou para trás ou no que está para vir, mas no agora. Há tempo para isso, porque enquanto a chuva cai e a música toca, a mente divaga para outro lugar que se constrói aos bocadinhos.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa


Uma coisa é quando estou em casa quieta, deitada, ensonada e a ver TV. Outra, completamente diferente é quando eu estou em casa quieta, deitada, ensonada e a ver TV e ele me diz que vem ter comigo, mesmo sendo tarde, porque precisa de me ver.

Money, money, money


Há uns meses atrás fiz o meu primeiro estágio. Para ser exacta, fiz a minha primeira tentativa de estágio, não concluída. Gostava das pessoas, enquanto pessoas e não enquanto chefes -é preciso saber mandar -, do sítio, ao qual chegava no instante, das conversas animadas aos 15 minutos de almoço, e de uma panóplia de outras coisas que me deixavam à vontade naquele espaço.

Com o tempo, e o passar do entusiasmo, as coisas que não gostava começaram a espreitar para fora dos armários e eu, curiosa, cheguei um dia e decidi abrir as portas, todas de uma só vez. A partir daí só tive um remédio: lidar com tudo aquilo de que me tinha vindo a aperceber. Esta podia ser uma história de segredos e informações ocultas, de falsificações, desvios de dinheiro, corrupção e tantas outras situações que seriam matéria de escândalo. Não é. É uma história de abusos, raspanetes, horas extra rotineiras, e muito, muito pouco valor reconhecido (pelo menos até ao momento de saída).

Despedi-me como via as pessoas fazerem nos filmes. Todavia, o "despeço-me" sonante não coube no diálogo que carecia de contrato ou qualquer papel assinado. Disse só que me vinha embora, não uma, não duas, mas três vezes, ao longo de três dias de propostas melhores, promessas nas quais eu não acreditava, responsabilidades acrescidas que eu não iria assumir sem garantias. A discussão terminou com votos de boa sorte e uma ida ao café. Deixei tudo aquilo que me competia fazer, até ao final do mês, fechado num só dia, sem que ninguém mo tivesse pedido, sem que fosse racional sequer o esforço. Vim-me embora.

Hoje, algum tempo passado, sei que a pessoa que foi para o meu lugar está a receber 9 vezes mais do que eu, para fazer as mesmas tarefas. O estágio curricular deixou de ser requisito e a passagem de avião era directa para um estágio profissional. Como sei de tudo isto? Porque a ex-boss, sim, exactamente, a pessoa a quem eu respondia naquela empresa, que é também a proprietária da mesma, me ligou a informar. A conversa foi mais ou menos assim: "Foste mesmo pateta quando te foste embora, a tal que veio para o teu lugar está a ganhar x. Foste mesmo pateta. Nós queríamos-te cá". Eu fiz um sorriso amarelo, daqueles que não se vêm do outro lado da linha telefónica e soltei um "Pois". E agora pergunto: eu precisava mesmo de ter sabido disto?

Não há dinheiro que apague as más memórias, mas caramba... por 9 vezes mais podia ter laivos de amnésia.


"Money, money, money; must be funny; in the rich man´s world". (Abba)
Obs: O Chi Kung recomenda-se.

Paratimpom, paratimpom

Hoje acordei entusiasmada. Primeiro dia de trabalho no ISPA e a roupa por escolher. Demorei uma eternidade a revirar as gavetas e saí de casa atrasada e a correr, como já era de esperar. O eixo norte-sul estava caótico. Puxei o travão de mão, deixei o carro em ponto morto e bebi um Corpos Danone com pedacinhos de côco. Estacionei em Lisboa, contra todas as previsões, num lugar seguro e sem parquímetro ou arrumador. Entrei no metro e 11 minutos depois lá estava eu, recém-chegada a Santa Apolónia. Perdi-me e meti-me pela rua errada. (Sim, eu já lá tinha ido antes, mas tenho mau sentido de orientação). Podia dizer que entrei no edifício ofegante, para dar um ar de esforço à coisa; mas não aconteceu. Não ia pôr-me a correr dentro do meu casaco novo, quente como só eu sei, e em cima das botas de salto-alto, para chegar descabelada e transpirada ao meu primeiro dia. Milagre dos milagres, olhei para o relógio e, no final de contas, nem 5 minutos passavam da hora. Subi as escadas até ao meu gabinete - sim, tenho um gabinete só para mim -, e bati com o nariz na porta, que estava fechada. Sentei-me no sofá da sala de espera, confortável como tudo, até a A. aparecer. Apareceu e o meu dia começou, cheio de visitas a outros gabinetes, cheio de pessoas novas, rostos simpáticos e coisas que eu gosto. Também há por lá caras emproadas e respostas secas. Mas isso é em todo o lado.

Amanhã escrevo a minha primeira notícia e experimento fazer Chi Kung.

Eu vou, eu vou, para o trabalho agora eu vou, paratimpom, paratimpom, eu vou, eu vou.
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