
Não há nada melhor para o trânsito de segunda-feira do que um feriado à terça.

Depois de uma busca matutina intensiva pela Internet, eis a minha selecção, por 379€: Asus Eee PC 1005HA-H Seashell. Que vos parece? Relação preço-qualidade aprovada?
Ontem fiquei em casa a descansar. Não, não estou doente, a minha superior é que é uma querida. Redigimos e pensamos todo um boletim durante imenso tempo, porém, na recta final, já pouco depende de nós. O trabalho tinha chegado àquela parque chata em que ficamos a olhar para os paginadores. Ela achou que para isso bastava uma pessoa. Deu-me o dia e eu aproveitei para ir ver o 2012 ao cinema. A propósito, gostei do filme, mas tinha gostado ainda mais se não fosse uma cópia d´"O Dia Depois de Amanhã", em versão "temperatura alta".
Não há quem consiga acordar cedo e fresco com um tempo destes. Eu, pelo menos, não consigo. O despertador toca e je engonha. Fico na cama o máximo de tempo que posso, que é como quem diz, até já estar tão atrasada que me levanto de um pulo e me despacho num instante. Acabo por sair de casa à mesma hora, a rotina é que se torna menos demorada. Ora, num dia bonito como o de hoje, cinzentinho e cheio de chuvinha, eu pergunto: para quê a pressa?
É Novembro e está a chover. As pessoas continuam a vestir uma t-shir debaixo de um casaco fininho, enquanto se passeiam pelos centros comerciais cada vez mais cheios. No Almada Fórum há uma pista de gelo onde as crianças dão pequenas quedas e se levantam, logo de seguida, prontas para mais. Há um Pai Natal também, perto de um cenário colorido e de uma ajudante com umas botas brancas que quase lhe chegam à cintura. A baixa de Lisboa já tem luzes. Hoje é domingo e é um domingo com tudo para o ser: preguiça, pijamas, mantas e o som do Outono lá fora, que cai em gotas e bate no telhado. Já fazia falta.
Hoje acordei entusiasmada. Primeiro dia de trabalho no ISPA e a roupa por escolher. Demorei uma eternidade a revirar as gavetas e saí de casa atrasada e a correr, como já era de esperar. O eixo norte-sul estava caótico. Puxei o travão de mão, deixei o carro em ponto morto e bebi um Corpos Danone com pedacinhos de côco. Estacionei em Lisboa, contra todas as previsões, num lugar seguro e sem parquímetro ou arrumador. Entrei no metro e 11 minutos depois lá estava eu, recém-chegada a Santa Apolónia. Perdi-me e meti-me pela rua errada. (Sim, eu já lá tinha ido antes, mas tenho mau sentido de orientação). Podia dizer que entrei no edifício ofegante, para dar um ar de esforço à coisa; mas não aconteceu. Não ia pôr-me a correr dentro do meu casaco novo, quente como só eu sei, e em cima das botas de salto-alto, para chegar descabelada e transpirada ao meu primeiro dia. Milagre dos milagres, olhei para o relógio e, no final de contas, nem 5 minutos passavam da hora. Subi as escadas até ao meu gabinete - sim, tenho um gabinete só para mim -, e bati com o nariz na porta, que estava fechada. Sentei-me no sofá da sala de espera, confortável como tudo, até a A. aparecer. Apareceu e o meu dia começou, cheio de visitas a outros gabinetes, cheio de pessoas novas, rostos simpáticos e coisas que eu gosto. Também há por lá caras emproadas e respostas secas. Mas isso é em todo o lado.| © POST-IT AMARELO 2014 | TODOS OS DIREIROS RESERVADOS PARA MAIS INFORMAÇÕES: ♥ dopostit@gmail.com ♥ https://www.facebook.com/postit.amarelo |
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